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Cuiabá, 14 de Junho de 2026
14 de Junho de 2026

24 de Fevereiro de 2026, 13h:06 - A | A

POLÍTICA / FAZ O L

Governo Lula aumenta impostos de mil produtos para cobrir rombo de R$ 14 bilhões

Medida atinge itens de tecnologia, bens de consumo e maquinário industrial com alíquotas de até 25%.

DO REPÓRTERMT



Diferente das pressões externas comuns ao comércio internacional, a nova barreira tarifária enfrentada pelo mercado brasileiro partiu da própria Esplanada dos Ministérios. O Ministério da Fazenda oficializou o aumento do Imposto de Importação (II) sobre uma lista que supera mil itens, estabelecendo taxas que alcançam o patamar de 25%.

O pacote abrange desde eletrônicos populares, como smartphones e telas de LED, até equipamentos pesados utilizados pelo setor industrial.

O Palácio do Planalto sustenta que o arrocho tributário visa blindar a indústria nacional contra a concorrência estrangeira, que, segundo o governo, ameaça desestruturar cadeias produtivas e causar atraso tecnológico no país.

No entanto, o viés arrecadatório da medida é evidente: a equipe do ministro Fernando Haddad projeta injetar R$ 14 bilhões extras nos cofres públicos ainda este ano, um fôlego considerado essencial para o cumprimento das metas fiscais e do superávit primário.

Especialistas e representantes do setor produtivo, contudo, questionam a eficácia da estratégia. No segmento de celulares, por exemplo, o Brasil atua majoritariamente na montagem, dependendo criticamente de componentes importados.

Sem uma estrutura que fabrique tecnologia do zero, a elevação do imposto corre o risco de apenas encarecer o produto final para o consumidor, sem necessariamente fomentar uma inovação genuína.

Além do consumo direto, a medida atinge os bens de capital, máquinas essenciais para a modernização de fábricas. Com insumos mais caros, o setor de importação alerta para o risco de uma pressão inflacionária e perda de competitividade das empresas brasileiras no exterior.

No cenário atual, a urgência fiscal parece ter prevalecido sobre o planejamento industrial de longo prazo, transferindo o custo do ajuste para o setor produtivo e para o bolso do cidadão.

Comente esta notícia

Paulo Rodrigues 25/02/2026

Esse é o PT, me mostra a onde deu certo com governacia de esquerda.

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ELEITOR 2026 24/02/2026

Cade a turma q fez o L ?

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2 comentários