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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
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05 de Junho de 2014, 11h:33 - A | A

POLÍTICA / ARARATH

Filha de Mendonça, investigado na Ararath, trabalha em gabinete de Taques, em Brasília

Ela foi nomeada em 28 de março de 2011 para integrar o quadro de pessoal do gabinete de Taques

SISSY CAMBUIM
JORNAL A GAZETA



Inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) desde 2010, que tem como alvo principal a apuração de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro a partir de Mato Grosso, aponta uma série de empresas como participantes do suposto esquema. Apesar das principais investigadas serem a Globo Fomento e Comercial Amazônia de Petróleo, ambas de propriedade do empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, o documento revela que há indícios de que outros empresários também atuavam como operadores financeiros.

Entre as empresas citadas no suposto esquema, está a Global Participações Empresariais, que foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão cumpridos durante a 4ª fase da Operação Ararath, em 19 de fevereiro. A empresa seria de propriedade de Fernando Mendonça, cuja residência também foi alvo de busca e apreensão, tendo como uma de suas sócias, sua filha, Ariane Mendonça, funcionária do senador Pedro Taques (PDT).

Por meio de suas empresas, Fernando Mendonça foi o principal doador da campanha do pedetista em 2010. Foi por meio da relação de amizade entre o empresário e o parlamentar, que o senador conheceu Ariane.

Ela foi nomeada em 28 de março de 2011 para integrar o quadro de pessoal do gabinete de Taques, onde está lotada até hoje. Por meio de nota, o parlamentar ressalta que sua contratação atendeu todos os pré-requisitos previstos na legislação.

A empresa da qual a servidora consta como sócia, é uma das investigadas no inquérito que tramita sob sigilo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF), que passou a ser responsável pelo caso em razão do foro por prerrogativa de função de alguns dos investigados.

Ainda, conforme publicado pelo site Isso é Notícia, o relatório da PF aponta que a Global teria ligação com empresas estrangeiras com o mesmo representante legal de uma off-shore do Panamá, país que teria sido apontado por Junior Mendonça, como paraíso fiscal possivelmente utilizado por alguns supostos beneficiários do esquema. Contudo, o mesmo relatório aponta que ainda é preciso aprofundar as investigações sobre a origem de tais empresas.

No inquérito, a Global é citada como uma das empresas para as quais teriam sido repassados valores pela Comercial Amazônia de Petróleo, principal operadora financeira do suposto esquema.

Em nota, o senador reitera sua confiança no trabalho da polícia e da Justiça e destaca a importância do livre funcionamento das instituições para manutenção do Estado Democrático de Direito. Ariane não foi encontrada.

Comente esta notícia

Adilson 10/06/2014

Para o agiota é importante ter alguém no gabinete do senador. Fizeram um \"acordo de cavaleiros\": o Mendonça arrumou o dinheiro para comprar os votos e o senador se comprometeu em empregar sua filha...

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Maria Auxiliadora C. de Souza 05/06/2014

Que pai, ainda envolve a filha, que muito provavelmente confiou nele e nada tem a ver com a m. que ele faz.

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2 comentários