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24 de Novembro de 2016, 18h:15 - A | A

POLÍTICA / REMÉDIO CONTRA A CRISE

Em jantar, Taques pede apoio de deputados a medidas impopulares

Governador alinha discurso com a base aliada na Assembleia e pede esforço para evitar que "Mato Grosso vire um Rio de Janeiro".

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) reuniu, na noite de quarta-feira (23), em um jantar, 14 deputados estaduais da base aliada na Assembleia Legislativa e secretários de Estado para discutir questões consideradas polêmicas e que envolvem diretamente os poderes Executivo e Legislativo.

As reformas administrativa e tributária e as recentes alterações no calendário de repasses de duodécimos aos poderes e o pagamento dos salários do funcionalismo estadual fizeram parte do "cardápio".

No jantar, realizado no condomínio de luxo Florais, que teve a participação de apenas um representante da bancada da oposição, o deputado José Carlos do Pátio (SD), eleito prefeito de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), o grupo tratou sobre o alinhamento do discurso governista e a definição de um teto de gastos.  A realização do evento foi antecipada pelo na quarta-feira (leia mais AQUI).

Em discurso, Taques pediu compreensão da parte dos parlamentares sobre as alterações feitas no calendário de repasses aos poderes.

O governador disse que é de extrema importância a aprovação dessas medidas, considerando que seu Governo, conforme destacou, está empenhado na busca de saídas para crise financeira, a fim de que Mato Grosso não trilhe os caminhos de outras unidades da Federação, que estão em situação considerada crítica.

Ele citou especificamente o caso do Estado do Rio de Janeiro, que encontra dificuldade para quitar a folha de salários do funcionalismo público.

O pagamento de emendas aos deputados também foi tema de discussão. Sobre as reformas, uma nova reunião técnica foi agendada com a base aliada e o governador para a próxima semana.

TETO DE GASTOS 

“Como o próprio governador disse, se não fizermos nada agora e ficarmos de braços cruzados, em março do próximo ano, nós estaremos iguais ao Rio de Janeiro".

Durante o encontro, também foi cogitada que para 2017 a implantação em Mato Grosso um teto de gastos públicos. A medida, conforme Taques explicou aos convidados, buscar todos os meios possíveis para contornar a crise, que ainda deve se estender pelo ano que vem.

O governador observou que há o temor de que o ponto mais alto da crise possa ser no começo do próximo ano, fato que poderia gerar uma situação insustentável.

O presidente eleito da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, informou que Taques deu ênfase ao fato de estar tomando medidas enérgicas para que o Estado não passe as mesmas dificuldades enfrentadas pelo Rio de Janeiro.

“Como o próprio governador disse, se não fizermos nada agora e ficarmos de braços cruzados, em

"O governador falou muito da reunião que ele teve em Brasília com demais governadores e presidente, sobre a situação financeira meteórica do país”

março do próximo ano, nós estaremos iguais ao Rio de Janeiro. O governador falou muito da reunião que ele teve em Brasília com demais governadores e o presidente Michel Temer sobre a situação financeira meteórica do país”, disse o deputado ao .

Além do atraso nos salários de servidores, no Rio de Janeiro, foi suspenso, inclusive, pagamento de despesas com fornecedores e prestadores de serviços de várias áreas da administração pública.

A falta de repasses da União para Mato Grosso fez com que o Governo de Mato Grosso mudasse a data de pagamento do salário dos servidores públicos.

Em meio a muita polêmica e discussão, Taques fixou a data do repasse do duodécimo aos poderes para o 5º dia útil do mês subsequente. 

Consequentemente, a decisão fez com que os salários do funcionalismo público estadual também fosse alterado: do dia 30 do mês trabalhado para o dia 10 do mês subsequente. 

Comente esta notícia

D.oliveira 25/11/2016

Esse governador só sabe falar em crise, e fazer comparações com outros estados. Certamente este jantar deve ter custado os olhos da cara, e tudo isso pago com nosso dinheiro. É lastimável a postura desse nanico metido a governador, onde se comporta de forma ditatorial e sequer apresenta alguma solução. Os incentivos fiscais estão ae correndo pra lá e pra cá, gerando mais capital para as empresas e menos capital ao estado. Poderia começar por ae...

JOAO DE DEUS 25/11/2016

AGORA VIROU MODA... JANTAR ENTRE PARTIDOS GOLPISTAS. ESSE PAIS ESTÁ UMA VERDADEIRA CASA DA MÃE JOANA. Aguenta servidores Publicos do ESTADO DE MATO GROSSO. O CHUMBO GROSSO AINDA VAI CHEGAR!

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