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13 de Novembro de 2014, 19h:58 - A | A

POLÍTICA / SUPOSTO 'CALOTE'

Deputado afirma que débitos de campanha serão pagos e já foram avisados à Justiça Eleitoral

O MPF não cita quantas pessoas foram atingidas pelo suposto calote e nem qual seria o valor a receber, mas afirma que o fato “pode ensejar irregularidade na prestação de contas”.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O deputado federal eleito Fábio Garcia (PSB) negou, nesta quinta-feira (13) ao RepórterMT, que tenha deixado de fazer pagamentos a cabos eleitorais contratados para atuar em sua campanha neste pleito.

Ele afirmou que não tem conhecimento sobre o teor da investigação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apura a denúncia, e que vê a investigação com tranquilidade, apesar de não saber do que se trata.

Embora negue as dívidas, segundo sua prestação de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado federal arrecadou R$ 3.065.112,22 milhões em doações de campanha, mas gastou R$ 3.838.367,99 milhões, o que representa um déficit de R$ 773.255,77 mil.

“Os débitos que tive durante a campanha estão devidamente declarados para o partido e para a Justiça Eleitoral, conforme a legislação determina. Então, está tudo declarado ao TSE e tudo normal. Ficaram alguns credores sem descontar alguns cheques, mas o dinheiro está na conta, assim que depositarem esses cheques, serão descontados", disse ele.

A denúncia foi convertida em Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE), e tem como responsável o procurador regional eleitoral Douglas Guilherme Fernandes. De acordo com a portaria Nº 340/2014, os cabos eleitorais não teriam recebido a remuneração pelos trabalhos prestados.

“A legislação prevê que esses débitos precisam ser avisados à Justiça Eleitoral, sem problema nenhum, e você faz um acordo com seus credores e programa o pagamento. Isso já foi feito da minha parte, assinamos com todos os credores”, disse ele, sem admitir que os credores aos quais se refere são, ou não, cabos eleitorais.

O MPF não cita quantas pessoas foram atingidas pelo suposto calote e nem qual seria o valor a receber, mas afirma que o fato “pode ensejar irregularidade na prestação de contas, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente caracterizados”. Fábio Garcia teve o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) como seu principal apoiador no pleito. 

Ele disputou seu primeiro cargo eletivo e foi o terceiro mais votado, com 104.976 mil votos conquistados. Massificou seu nome nas principais vias da Capital, com diversos cabos eleitorais que empunhavam bandeiras, distribuíam santinhos, adesivos e vestindo os Maurões [boneco com cerca de 2 metros de altura que pedia votos a Fabinho].

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