facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

28 de Janeiro de 2014, 16h:24 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2014

DEM deixa Taques e pode se aliar aos governistas; Júlio já fala em lançar Jayme governador

Em entrevista aos jornalistas, nesta terça-feira (28), o democrata afirmou que as negociações com o grupo da oposição, representado pelo pré-candidato Pedro Taques (PDT), voltaram à estaca zero.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O presidente do Democratas, em Mato Grosso, deputado federal Júlio Campos (DEM), deixou claro que o partido tanto pode compor com o grupo da situação governista, do governador Silval Barbosa (PMDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT), como pode compor uma chapa majoritária com outras legendas, levando o nome do senador Jayme Campos como candidato a governador.

Em entrevista aos jornalistas, nesta terça-feira (28), o democrata afirmou que as negociações com o grupo da oposição, representado pelo pré-candidato Pedro Taques (PDT), voltaram à estaca zero.

“Nós vínhamos tendo um encaminhamento muito profundo com o Mato Grosso Muito Mais, aí houve esse desarranjo no final do ano passado de uma possível composição com o PR. Ninguém é contra o PR vir, mas a tese que nós discutimos é que ele viesse sem os cargos do governo que ocupa”, declarou Júlio.

A desvalorização do DEM pelo grupo de Taques teria sido o principal motivo que levou os irmãos Campos (Jayme e Júlio) a se afastarem da oposição.

“Por que deixar de respeitar a força política dos Democratas? Ninguém esta impondo nada, mas nós queremos ser valorizados num processo político natural. Cada um vai brigar pelo seu espaço”, defendeu.

Quanto às negociações com a base governista, o democrata não nega que haja entendimento com os partidos.

“Nós fomos procurados pelo deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), pelo nosso companheiro Cidinho (PR) e fomos procurados pelo deputado José Riva em nome do (PSD) para a abertura de diálogo”, afirmou.

O deputado destacou que a composição com partidos como o PMDB não teriam o menor problema, já que em outros estados as legendas estão coligadas. O único empecilho seria quanto ao PT da presidente Dilma. E essa autorização deve vir de uma reunião da executiva nacional do DEM, na próxima quarta-feira (5). Porém, o democrata abre uma ressalva de que a aliança pode ser fechada caso o PT não venha ao cargo de governador na majoritária.

“Apoiar o PT é mais difícil por causa da conjuntura nacional. Ele pode vir na chapa, mas não como cabeça. Como vice, ou outra coisa assim”, pontuou.

Nós podemos ter duas opções, ou fazer uma composição própria com Jayme candidato ao governo

De qualquer forma, o que o democratas quer é valorização e por isso não abre mão de compor a chapa majoritária. Nesse caso parece que os irmãos Campos podem até abrir mão da candidatura ao Senado.

“Pela força que nós temos, pela estrutura que nos temos em Mato Grosso, nós temos o direito a participar da majoritária. Um direito justo nós reivindicarmos a participação não do senador Jayme Campos, mas do partido. Se couber para nós indicarmos o vice, nós temos Roland Trentini, empresário do ramo rural e ex-prefeito de Alto Graças. Nós temos Antônio Contini, industrial e ex-prefeito de Sinop por dois mandatos. Nós temos vários candidatos a vice”, ressaltou.

O presidente do democratas também não descarta a possibilidade da formação de um novo grupo. Sobre a possível aliança, os Campos já teriam conversado com o PR e já contariam com o apoio do Solidariedade (SDD).

“Nós podemos ter duas opções, ou fazer uma composição própria com Jayme Campos liderando como candidato a governador, que já é altamente viável com total apoio do Solidariedade, ou então compor com candidatos como Cidinho, ou o próprio deputado Wellinton Fagundes, se quiser disputar o governo”, revelou.

Para o deputado federal, que já exerceu os cargos de governador do Estado, senador da República e prefeito de Várzea Grande, na política nada é impossível e por isso não descarta a possibilidade de formar como grupo governista a ‘chapa dos sonhos’ que seria composta por Blairo Maggi (PR), candidato a governador, Lúdio Cabral (PT), a vice e Jayme Campos (DEM), ao Senado.

“Pode. Por que não? Em política tudo é possível, até Júlio Campos ser candidato”, frisou.

Apesar da relação com o grupo de Taques estar estremecida, o experiente deputado não desdenha e dá a entender que o ‘namoro’ pode ser retomado.

“A nossa reação é essa. Nós estamos prontos para continuar o diálogo. Achamos que temos força suficiente para alavancar a candidatura como também não temos nenhuma restrição com doutor Pedro Taques e com a turma do PDT”, destacou.

TV REPÓRTER

Comente esta notícia