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04 de Dezembro de 2016, 17h:05 - A | A

POLÍTICA / VEM PRA RUA

Cuiabá tem ato em defesa da Lava Jato e contra a corrupção; veja fotos

Dezenas de pessoas se reuniram na Praça 8 de Abril, seguindo "onda" de manifestações que ocorrem por todo o Brasil.

RAFAEL DE SOUSA
CELLY SILVA



A exemplo do que ocorreu no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os movimentos Muda Brasil, Vem Pra Rua, Avança Brasil e Pela Ordem novamente foram às nas ruas de Cuiabá.

Os grupos saíram, neste final de tarde de domingo (4), para protestar em defesa da Operação Lava-Jato e contra "o jeito corrupto de fazer política", conforme anunciaram os organizadores nas redes sociais.

Segundo os manifestantes, a população não pode aceitar que políticos corruptos não respondam pelos crimes que cometeram, se referindo ao pacote de medidas que a Câmara Federal aprovou nesta semana, desfigurando grande parte das propostas apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF). 

Os manifestantes se concentraram na Praça 8 de Abril, em frente ao Restaurante Chopão, com cartazes e a palavras de ordem.

Um carro de som fechou oo trecho que dá acesso à Avenida Lavapés. Um forte aparato da Polícia Militar fez a segurança do local, organizando o trânsito.

Ao , o empresário Adalberto Lebrinha Carvalho de Almeida disse que tem participado de todas as manifestações organizadas pelo grupo, por conta da situação econômica e política na qual o Brasil se encontra. 

"A coisa está arrochando de um jeito e em Brasília parece que é um paraíso, é a ilha da fantasia, parece que nada acontece lá. E nós, aqui, estamos só apanhando e agora eles querem fazer a mesma coisa que fizeram na Itália: dar razão para os corruptos. Se isso acontecer aqui, eu acho que nós vamos para o subterrâneo da fossa e não é isso que nós queremos para nossos filhos e nem para nossos netos”, disse o empresário Adalberto Lebrinha.

“Eu acho que a gente tem que moralizar esse país, não dá mais para aguentar, nós não temos condições de dar emprego e nem de pagar mais impostos. A coisa está arrochando de um jeito e em Brasília parece que é um paraíso, é a ilha da fantasia, parece que nada acontece lá. E nós, aqui, estamos só apanhando e agora eles querem fazer a mesma coisa que fizeram na Itália: dar razão para os corruptos. Se isso acontecer aqui, eu acho que nós vamos para o subterrâneo da fossa e não é isso que nós queremos para nossos filhos e nem para nossos netos”, disse.

Ele também criticou a forma como ocorreu a votação do projeto de lei que previa 10 medidas contra a corrupção, na Câmara dos Deputados.

Para o empresário, por ser de inciiativa popular e com expressivo número de votos, os deputados não poderiam mudar nada no projeto.

“Se existe uma lei na Constituição, estabelecendo que, depois de um milhão e poucos de assinatura, ela já é para ser votada, não teria mais que passar na mão desses maquinistas, esses mágicos da vida. Se o Renan [Calheiros] já é réu, por que ele continua? Se já fizeram com o Cunha, por que não fazem com ele?”, afirmou.

Autoridades presentes

Diversos integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público mato-grossense estiveram presentes na manifestação, que acabou por volta das 18h30.

Os promotores Miguel Slhessarenko, Ana Luísa Peterlini, Roberto Aparecido Turin e os juízes José Arimatéia e Selma Rosane Arruda marcaram presença - alguns deles, inclusive, discursando em cima do trio eleétrico.

“Ninguém, no Ministério Público, é contrário à punição de abusos de qualquer autoridade que seja, mas o que se aprovou lá no Congresso, se a gente observa letra por letra daquela lei, ela está punindo, na verdade, em algumas situações, o próprio exercício da profissão.

Para o promotor Turin, a sua participação ocorreu no sentido de dialogar com a sociedade e denunciar o que ocorreu com o projeto de lei que previa as medidas de combate à corrupção.

“Estou participando como cidadão e como promotor de Justiça porque acho muito importante, muito interessante, neste momento, fazer esclarecimentos, trazer para a população o que realmente aconteceu no Congresso Nacional. Ao nosso ver, foi uma aprovação decepcionante. Um projeto que tinha tudo para trazer melhorias para o sistema de combate à corrupção, que é o que a população mais quer nesse momento, e o Congresso desconfigurou, desvirtuou, não aprovou aquilo que devia e inseriu emendas puramente retaliativas ao Ministério Público e ao Judiciário, sem a devida discussão”, disse ao .

Turin explicou que a proposta de visa a punir abusos de autoridade foram deturpados pelos legisladores.

“Ninguém no Ministério Público é contrário à punição de abusos de qualquer autoridade que seja, mas, o que se aprovou lá no Congresso, se a gente observa letra por letra daquela lei, ela está punindo, na verdade, em algumas situações, o próprio exercício da profissão. E é uma visão puramente de intimidação. Então, hoje em dia, se um promotor denuncia alguém porque ele tem indícios, tem uma suspeita, tem documentos, uma testemunha, ele oferece a denúncia que é o papel dele, para que o contraditório, no Judiciário, venha a ser julgado, se lá na frente isso for absolvido, não comprovado, o promotor pode responder por crime. Então, aquele que está combatendo um criminoso vai se tornar um criminoso  por exercer a profissão. É contra isso que a gente está protestando”, afirmou. 

 

 

Álbum de fotos

RepórterMT

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