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27 de Setembro de 2026

05 de Fevereiro de 2026, 16h:00 - A | A

POLÍTICA / ESQUEMA COM EMENDAS

Câmara de Cuiabá lê segundo pedido de cassação contra vereador Chico 2000

A representação contra o vereador foi protocolada pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto.

Assessoria

Chico está afastado do cargo após ser alvo da Operação Gorjeta

Chico está afastado do cargo após ser alvo da Operação Gorjeta

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



A primeira-secretária da Câmara Municipal de Cuiabá, Katiuscia Mantelli (PSB), leu, na sessão de hoje (5), o segundo pedido de cassação contra o vereador Chico 2000 (sem partido), que está afastado do cargo após ser alvo da Operação Gorjeta, deflagrada no último dia 27 de janeiro.

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A ação policial investiga supostos desvios de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro.

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A representação contra Chico 2000 foi protocolada pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto, que pede a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.

No documento, Juliano Rafael argumenta que as investigações em curso extrapolam a esfera individual do vereador e atingem diretamente a imagem da Câmara Municipal de Cuiabá.

"A Câmara de Cuiabá -MT e a respectiva cidade, foi maculada. O decoro parlamentar foi claramente violado! Ou os Nobres Edis concordam que os fatos, eis a pergunta aos Vereadores de Cuiabá, tais fatos orgulham o município de Cuiabá?", descreveu. 

"Se a resposta a indagação for afirmativa, que se rejeite o prosseguimento a presente denúncia e que reverberem pelos átrios públicos de Cuiabá tal prática", completou. 

Além desse pedido, Chico 2000 enfrenta outra representação, apresentada pelo advogado Julier Sebastião. Segundo ele, a recorrência de operações policiais envolvendo o vereador desgasta a imagem do Legislativo municipal. Julier também aponta que, mesmo afastado do cargo, Chico 2000 continua recebendo salário superior a R$ 30 mil.

A representação apresentada por Julier foi lida na sessão da última terça-feira (3) e encaminhada à Procuradoria do Legislativo, que irá analisar se há elementos suficientes para a abertura de processo de cassação.

Além da Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 676 mil em emendas parlamentares com a participação da empresa Chiroli Uniformes, o vereador também foi citado na Operação Perfídia, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), por suspeita de recebimento de propina em obras do Contorno Leste.

Chico 2000 ainda foi alvo da Operação Rescaldo, da Polícia Federal, que investiga a suposta compra de votos nas eleições de 2024.

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