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08 de Março de 2016, 14h:20 - A | A

POLÍTICA / EX-ALIADO

Blairo afirma que impeachment de Dilma é 'caminho mais curto' para tirar Brasil da crise

Senador republicano que foi 'garoto-propaganda' da petista, agora não a vê com qualquer credibilidade para continuar no comando do país e superar a crise instalada.

Assessoria

“Eu daria o meu voto pelo impeachment porque este é o caminho mais curto

“Eu daria o meu voto pelo impeachment porque este é o caminho mais curto"

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O senador Blairo Maggi (PR), que atuou como “garoto propaganda” da então candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), no pleito de 2014, afirmou à imprensa, na manhã desta terça-feira (8), que em eventual trâmite do pedido de impeachment no Congresso Nacional, ele votaria sim, contra a petista. Segundo ele, o ato serviria para recolocar a economia do país nos trilhos.

“Eu daria o meu voto pelo impeachment porque este é o caminho mais curto para resolvermos nossos problemas”, justificou.

“Eu daria o meu voto pelo impeachment porque este é o caminho mais curto para resolvermos nossos problemas”, justificou.

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A declaração foi feita por Maggi, na entrada de um debate de porte nacional - “Setor Portuário: Desafios e Oportunidades” - realizado pela revista Carta Capital, na sede da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá, do qual Blairo participou como senador e empresário do agronegócio, na condição de convidado.

Na ocasião da eleição, Maggi chegou a justificar que não apoiaria a candidatura do atual governador Pedro Taques (PSDB), por já ter assumido o compromisso com Dilma. “Meu compromisso é com o projeto da presidenta Dilma. E, desta forma, estou impedido de apoiar o senador Taques”, realçou há dois anos.

"Se isso acontecer não tenho dúvida nenhuma que em dois a três meses o país será outro. Se não acontecer todos nós deveremos aceitar o resultado e buscar uma saída juntos também".

Passado este tempo, Maggi agora mostra-se mais próximo do grupo de Taques do que de Dilma.

Acontece que, segundo o senador, o cenário político mudou completamente

Para ele, a economia do país não pode ficar “sangrando” até 2018, esperando pela próxima eleição presidencial, o que seria “ruim para o Brasil".

“Não acho que chegamos ao fundo do poço. Muitas coisas ainda vão acontecer e a economia vai de mal a pior”, disse Maggi na entrada do evento. “A minha defesa é a de que devemos acelerar o processo de impeachment. Não sei se chegará ao final com ela ‘impeachmada’. Mas, se a presidente for impeachmada, assume o outro, (o vice Michel Temer), com uma nova proposta e dentro de um cenário onde há um congraçamento nacional com o Congresso e a iniciativa privada para que o país possa andar. Se isso acontecer não tenho dúvida nenhuma que em dois a três meses o país será outro. Se não acontecer todos nós deveremos aceitar o resultado e buscar uma saída juntos também.  O que não dá para entender é ficar sangrando a economia brasileira até 2018”, comentou.

Segundo ele, a mobilização popular pelo impeachment – ou seja, “o calor deste processo” – serve para inspirar os parlamentares, principalmente os indeciso, a tomarem posição.

“Nada pessoal contra a presidente Dilma, mas politicamente não vejo como ela possa levar adiante esse governo, ela não tem credibilidade para que isso aconteça, para qualquer coisa na vida temos que ter credibilidade, sem ela, não vamos a lugar nenhum e eu não vejo a presidente indo a lugar algum”, completou Maggi.

“Nada pessoal contra a presidente Dilma, mas politicamente não vejo como ela possa levar adiante esse governo, ela não tem credibilidade para que isso aconteça, para qualquer coisa na vida temos que ter credibilidade, sem ela,  não vamos a lugar nenhum e eu não vejo a presidente indo a lugar algum”, completou o senador Blairo Maggi.

Estiveram presentes no evento o ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, e o senador Wellington Fagundes, também do PR.

Fagundes não declarou claramente o voto sim pelo impeachment, e, de forma evasiva, defendeu, sem veemência, que “até que seja impeachmada”, Dilma tem condições de seguir governando.

“Temos que lembrar que a gente vem de uma das eleições das mais disputadas. E a oposição ainda não encontrou seu caminho. Por isso a Dilma segue governando mesmo com as dificuldades que tem”, resumiu.

Fagundes admitiu que esta crise política agrava também a crise econômica e que encurtar isso seria melhor para o país.

O ministro Helder falou apenas da importância do evento para a economia nacional e não comentou sobre o clima político na Esplanada dos Ministérios.

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mario 08/03/2016

Claro, vejo pelo motivo da queda do dólar, somente porque o Lula foi ouvido na policia federal 2 horas com base de tempo, o dólar caiu de uma forma inexplicável..assim eu creio que o mundo deixou de investir por medo de golpe, mais não golpe político como eles( PT ) dizem, golpe nos cofres públicos mesmo, golpe, calote. fora essa racinha. eita lei lenta, povo sem idéias, sem estudos, um bando de políticos sem estudos mesmo, um bando de oportunistas.

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1 comentários