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27 de Abril de 2015, 20h:46 - A | A

POLÍTICA / EMENDAS IMPOSITIVAS

Acordo com Taques reduz para menos da metade o valor destinado a cada deputado

Os parlamentares tinham expectativa de R$ 4 milhões, mas governo chegou a R$ 1,5 milhão. Se houver excesso de arrecadação, esse valor pode chegar a R$ 3 milhões

RepórterMT

Paulo Taques conduziu as negociações com os deputados

Paulo Taques conduziu as negociações com os deputados

PAULO COELHO
DA REDAÇÃO



Deputados da base aliada do governo estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira (27) com  o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, no Palácio Paiaguás. Assunto principal: emendas impositivas 2015 que cada um dos deputados tem direito.

Enquanto os parlamentares esperavam a definição de um montante de R$ 4 milhões individuais como emenda, o governo apenas sinalizou com  R$ 1,5 milhão garantidos, mais o mesmo valor em caso de excesso de arrecadação, até o final do ano.

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“Ele [Taques] demonstrou  toda  boa vontade em cumprir as emendas”, disse o deputado  Zé Domingos Fraga (PSD).

"Se fosse cumprir a Emenda Constitucional daria 1% da Receita Corrente Líquida, o que somaria 4 milhões para cada, mas como essa emenda não foi consignada no orçamento deste ano, fizemos negociação". disse Fraga. 

O social-democrata explicou que, como a definição e votação da lei que tornou obrigatório         ( impositivo) o repasse das emendas aos deputados, ocorreu depois da aprovação do Orçamento Geral  do Estado (OGE-2015) e, por isso,  não foi possível inserir a previsão de pagamento das mesmas para esse ano.

“Se fosse cumprir a Emenda Constitucional [ que trata das emendas impositivas], daria um por cento da Receita Corrente Líquida, o que somaria  4 milhões para cada um. Mas como essa Emenda  não foi consignada no orçamento deste ano, nós fizemos uma negociação de discutir a Emenda Constitucional a partir do segundo semestre de 2015 para que ela seja inserida no Orçamento de 2016 e, dentro dessa negociação, que ele nos atenda com  3 milhões de reais para cada um dos deputados agora nesse ano”, explanou Domingos.

A emenda parlamentar é um dispositivo que cada deputado tem direito. É um recurso, que nesse caso de 2015 deverá ser de R$ 3 milhões e o parlamentar indicará para ser aplicado em suas bases eleitorais.

Ao menos em tese, o parlamentar não chega a receber o dinheiro em espécie. Serão firmados convênios com as prefeituras onde os deputados tiveram votos e fizeram compromissos. Cabe ao próprio deputado, fatiar o valor a que tem direito, ou seja, destinando  quantias  menores para cada demanda, até que se esgote sua cota máxima, que é de R$ 3 milhões.

“Dentro dessa primeira parte, do primeiro R$ 1,5 milhão acho que o governo deve abrir os convênios com as prefeituras até a primeira quinzena de julho, que é o prazo que  está dentro do cronograma que nós deputados passamos para o governo”, completou Zé Domingos.

O Valor das emendas para 2016 só será definido no fim do ano corrente e dependerá da arrecadação final.

Todos os 24 deputados foram convidados para a reunião desta segunda-feira com o chefe da Casa Civil, mas somente  compareceram  Zé Domingos; Oscar Bezerra (PSB); Wagner Ramos (PR); Pery Taborelli (PV) e Pedro Satélite (PSD).  

Também participou do encontro, o secretário de Administração Marco Marrafon.

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