ANA JÁCOMO
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou a respeito da decisão do governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, em classificar as principais facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida gerou debates sobre os impactos no mercado financeiro e na soberania nacional.
Ao ser confrontado com declarações do senador Wellington Fagundes, mesmo partido, que mencionou o risco de o Brasil sofrer intervenções ou sanções devido à atuação do Comando Vermelho e do PCC, Abilio desartou a possibilidade de uma ocupação de tropas estrangeiras no território brasileiro.
Apesar de descartar a perda da autonomia do país, o prefeito cuiabano destacou que o novo status jurídico dado pelo governo norte-americano às organizações criminosas pode resultar em desdobramentos práticos na repressão ao narcotráfico. "Invasão continental não. Agora, pode haver operações dos Estados Unidos contra traficantes de faccionados. Acho que isso pode ir acontecendo, mas eu acredito que existem leis internacionais que regem", concluiu o chefe do Executivo.
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington disse que o Brasil pode sofrer consequências graves após a decisão americana. “Realmente, nós temos e poderemos ter consequências, inclusive de invasão no país, o país perdendo a sua autonomia. Quando é um país terrorista, isso pode acontecer”, afirmou nesta sexta-feira (5).
Entenda a medida americana
A partir de hoje (5), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são oficialmente reconhecidos como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A decisão tomada pelo governo do Presidente Donald Trump representa uma nova fase na luta contra o crime organizado.
Essa classificação permite que as autoridades americanas adotem medidas mais rigorosas contra indivíduos e entidades que estejam associados a esses grupos. Isso inclui não apenas os membros ativos, mas também financiadores e possíveis colaboradores que possam estar envolvidos com as atividades do PCC e do CV.
O PCC e o CV são conhecidos por suas atividades violentas e por estarem envolvidos em uma série de crimes, incluindo tráfico de drogas, extorsão e homicídios.
A medida também reflete uma preocupação crescente com a influência desses grupos fora das fronteiras brasileiras. Com a nova designação, as autoridades americanas podem congelar ativos e impedir transações financeiras que envolvam membros ou associados a essas organizações, dificultando ainda mais suas operações.
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