Assessoria

Anderson Garcia ocupou o cargo de diretor geral da Polícia Civil durante a gestão de Silval Barbosa.
CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Após as denúncias de ter avisado o ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf, de que ele seria preso pela Opração Sodoma, deflagrada em 2015, o governador Pedro Taques (PSDB) exonerou o delegado Anderson Aparecido dos Anjos Garcia do cargo de diretor geral e diretor adjunto da Academia da Polícia Judiciária Civil (PJC).
O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado que circula nesta quarta-feira (30), mas tem efeito retroativo ao dia 29 de fevereiro, quando Garcia se aposentou.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
O delegado exonerado exerceu o cargo de diretor-geral da Polícia Civil na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
As suspeitas, referentes às informações que teriam sido repassadas por Anderson a Nadaf, surgiram porque 12 dias antes da deflagração da operação, os dois teriam conversado durante pouco mais de dois minutos por telefone. Além disso, um dia antes de ser preso, Nadaf trocou mensagens com Garcia via aplicativo WhatsApp. Nesta conversa, os dois marcaram um encontro na Academia de Polícia Judiciária Civil, onde Nadaf teria avisado que iria com o celular desligado, o que aumentou a suspeita de uma possível fuga.
Em audiência realizada no dia 18 de fevereiro, à juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal, Pedro Nadaf negou que o delegado tivesse lhe privilegiado com o fornecimento de informações acerca das investigações.
Segundo Nadaf, ele e o delegado se conheceram durante eventos da Copa do Mundo de 2014. A respeito das conversas apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) como suspeitas, ele teria procurado Anderson Garcia para pedir informações sobre como poderia adquirir uma arma para proteger uma propriedade localizada na região do Coxipó. Nadaf ainda afirmou que quem lhe avisou que seria preso foi um jornalista, cuja identidade não quis revelar ao Juízo.














