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20 de Dezembro de 2013, 14h:20 - A | A

POLÍCIA / CASO AURO IDA

Suspeito de mandar matar jornalista fica em cela isolada; defesa tenta Habeas Corpus

Acusado diz que estava foragido porque recebia diversas ameaças de morte. Suspeito está em uma cela separado de outros detentos no Carumbé.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



A defesa de Rubens Alves de Lima, de 32 anos, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Auro Ida, disse ao RepórterMT, nesta sexta-feira (20), que o réu só se entregou à Justiça nessa quinta-feira (19), porque a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12º Vara Criminal de Cuiabá, garantiu a integridade dele assim que fosse preso.

De acordo com o advogado Jesuíno Farias, Rubens passou dois anos foragido da Justiça porque recebia diversas ameaças de morte.

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 “Constantemente a família recebia bilhetes e ligações anônimas afirmando que quando o suspeito fosse preso seria morto. Por isso meu cliente tinha medo de se entregar, porém ele afirmou que não tem nada a ver com a morte do jornalista”, explicou.

Para o advogado, o simples fato de Rubens ser ex-marido da namorada do jornalista, na época do crime, não comprova nenhum envolvimento do suspeito no crime. “No inquérito policial diz que o Auro tinha recebido diversas ameaças de morte por conta de matérias jornalísticas”, destacou.

No entanto, conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o acusado teria mandado matar o jornalista por ciúmes, já que a vítima estava namorando sua ex-namorada.

Após ser preso, Rubens foi encaminhado ao Centro de Ressocialização (antigo Carumbé). “Como combinado, a juíza determinou que ele ficasse em uma cela separada dos outros detentos”, afirmou.

Até a próxima segunda-feira (23) ,a defesa deve entrar com um pedido de Habeas Corpus (HC) para tentar a soltura do homem. “Nesta semana tiver um HC indeferido pela Justiça, porém vamos tentar novamente”, disse.

O CRIME

Evair Arantes foi contratado por Rubens pelo valor de R$ 1,5 mil. Para executar o crime, o mandante ainda deu-lhe uma pistola. Arantes no dia do homicídio era menor, tinha 17 anos, e foi justamente o primeiro a ser condenado pela Justiça. Apesar de ter negado o crime, ele foi sentenciado a 15 anos de reclusão no mês de agosto.

O acusado de intermediar o assassinato do jornalista Auro Ida, segundo a acusação, é Alessandro da Silva Paz, de 24 anos. Ele já foi sentenciado pela Justiça a 16 anos e seis de prisão em regime fechado, no início de dezembro. Em depoimento, o acusado disse ser somente amigo de Rubens de Lima.

Auro Ida foi morto com dois tiros em julho de 2011, dentro do próprio carro, quando deixava a namorada em casa, no Bairro Jardim Fortaleza, na capital. Na ocasião, o executor teria pedido para que a namorada da vítima saísse do veículo para que não fosse atingida pelos tiros.

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