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31 de Julho de 2026, 15h:28 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO REPLAY

Saiba quem são os 13 alvos da polícia investigados por lavagem de dinheiro para facção em Mato Grosso

Investigação da Polícia Civil aponta que grupo atuava na lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio; entre os alvos estão o apontado tesoureiro da facção, uma advogada e um ex-assessor parlamentar.

Reprodução

Foram identificados 13 criminosos alvos da operação da Polícia Civil de Mato Grosso.

Foram identificados 13 criminosos alvos da operação da Polícia Civil de Mato Grosso.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



Foram reveladas as identidades de 13 alvos da Operação Replay, que investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. São eles: Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "WT"; Emerson Ferreira Lima, o "GD"; Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado" ou "Dedé"; Aldemir de Assis Campos, o "Tucão"; Katani Adorno Bocardi; Ygor Henrique da Silva Martins; Thawany Nunes Silva de Bulhões; Dayane Karol Moreira da Silva; Bruno Passos da Silva; Anderson Alves de Sousa; Paulo Vinícius Gabriel de Araújo, o "Pisquila"; Wires Alves Guerra; e Nagilda Cândida Ferreira Lima.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa. Ao todo, foram expedidas 55 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão, quebras de sigilo e medidas patrimoniais. As ações ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande, no Rio de Janeiro (RJ) e nas cidades catarinenses de Itapema, Balneário Camboriú e Camboriú.

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Foram presos preventivamente Paulo Witer, Emerson, Alex, Aldemir, Katani, Thawany, Dayane, Ygor, Brunno e Anderson. Já os mandados de busca e apreensão foram expedidos contra WT, Emerson, Katani, Alex, Wellen, Aldemir, Giselly, Thawany, Dayane, Jhonatan, Brunno, Paulo Vinícius, Wires, Nagilda e Fernando.

Apontado pela investigação como tesoureiro da facção, Paulo Witer Farias Paelo, teria continuado exercendo o comando financeiro e disciplinar do grupo mesmo preso na ala de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE). De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava aparelhos celulares para orientar a compra de imóveis e veículos, determinar repasses e controlar planilhas financeiras.

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Entre os alvos está a advogada Dayane Karol Moreira da Silva. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano, ela teria atuado como procuradora em negócios imobiliários formalizados em nome de terceiros na cidade de Itapema. A suspeita é de que sua atuação tenha sido utilizada para ocultar bens atribuídos a WT e conferir aparência de legalidade ao patrimônio.

Alex Júnior Santos de Alencar, o "Alex Soldado", também voltou a ser alvo da Polícia Civil. Ele já havia sido preso em abril de 2024, durante a Operação Apito Final, quando foi apontado como homem de confiança de WT.

Outro investigado é Bruno Passos da Silva, que atuava como assessor parlamentar na Câmara de Cuiabá. Ele foi preso em casa, no bairro Altos da Serra, onde também foram apreendidos dois aparelhos celulares. Após a prisão, foi exonerado do cargo que ocupava no gabinete do vereador licenciado Jefferson Siqueira (PSD).

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A Polícia Civil também apontou Emerson Ferreira Lima como operador financeiro ligado a WT. Ele, Dayane, Alex e Bruno passaram por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça homologou o cumprimento dos mandados e manteve as prisões. Os pedidos de revogação ou substituição das medidas cautelares serão analisados pela magistrada responsável pela investigação.

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