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31 de Julho de 2026, 11h:25 - A | A

POLÍCIA / ALVO DE OPERAÇÃO

Presa ao voltar de Paris, mulher de traficante já atuou como assessora parlamentar em MT

Levantamento no Portal da Transparência mostra que Katani Adorno Bocardi ocupou cargos nos gabinetes dos deputados estaduais e na Presidência da Casa de Leis antes de ser presa por lavagem de dinheiro.

PJC-MT

Katani é investigada na Operação Replay, deflagrada para desarticular o núcleo financeiro de uma facção

Katani é investigada na Operação Replay, deflagrada para desarticular o núcleo financeiro de uma facção

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Presa na madrugada de hoje (31) no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, ao desembarcar de uma viagem a Paris, Katani Adorno Bocardi possui um histórico de atuação em cargos comissionados na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). Ela é investigada na Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil contra o núcleo financeiro de uma organização criminosa.

Consultas feitas pelo ao Portal da Transparência da Casa de Leis detalham a trajetória de Katani na estrutura legislativa entre 2018 e 2022. Em 23 de fevereiro de 2018, ela foi nomeada como Assessor Parlamentar no gabinete do então deputado estadual Romoaldo Júnior (já falecido). Em 16 de maio de 2019, migrou para o gabinete do deputado estadual Thiago Silva (MDB), onde ocupou o cargo de Assessor Parlamentar.

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Leia mais - Operação Replay bloqueia R$ 15 milhões de facção que atuava em MT e mais dois estados

A investigada também ocupou cargos estratégicos na cúpula do Poder Legislativo. Katani atuou como Assistente na Superintendência Executiva da Presidência e chegou ao posto de Assessora Técnica Legislativa ( ATL-II) na Unidade de Assessoria Técnica Legislativa.

Todo o período de sua atuação no setor da Presidência ocorreu durante as gestões dos deputados estaduais Eduardo Botelho (União) e Max Russi (PSB), que se alternaram no comando da Mesa Diretora na época. A exoneração de Katani foi publicada em 16 de janeiro de 2022, após ela voltar da licença maternidade.

Entenda o esquema com a facção

Katani é casada com Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", que também foi preso no âmbito da operação.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Emerson exercia papel estratégico na engrenagem financeira da facção, atuando diretamente ao lado de Paulo Witter Paelo Farias, o "W.T.", apontado como tesoureiro do grupo e que mesmo custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE) mantinha o comando de movimentações financeiras da organização.

O monitoramento contra Katani começou quando ela desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, vinda da Europa. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil assim que o voo comercial pousou em solo mato-grossense.

LEIA MAIS: Alvo de operação contra facção, esposa de "Gordão" é presa no aeroporto em VG ao desembarcar de viagem a Paris; vídeo

A Operação Replay é um desdobramento de fases anteriores, como Apito Final e Fair Play, e já resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 15 milhões em bens e ativos financeiros do grupo.

Além de Katani e Emerson, também foram presos na operação a advogada Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Alex Soldado", e o assessor da Câmara Municipal de Cuiabá Brunno Passos da Silva.

A Justiça ainda determinou o sequestro de imóveis e veículos de luxo e o bloqueio de ativos financeiros ligados aos investigados. Segundo a Polícia Civil, as medidas patrimoniais atingem bens avaliados em dezenas de milhões de reais e têm como objetivo enfraquecer a base financeira da organização criminosa.

Assessoria do Deputado Thiago Silva entrou em contato com o para esclarecer os fatos, confira na íntegra:

"O deputado estadual Thiago Silva informa que a ex-servidora Katani Bocardi foi exonerada pelo mesmo em 2019. Ressalta, ainda, que, quando foi contratada pela Assembleia, ela não era casada e apresentou toda a documentação exigida para a contratação, incluindo as certidões de antecedentes criminais, as quais foram devidamente analisadas e aceitas pelo Parlamento, não havendo qualquer registro que desabonasse sua conduta à época.

O parlamentar ressalta que não compactua com quaisquer práticas que contrariem a legalidade, a ética e o interesse público, tampouco com eventuais condutas atribuídas à referida ex-servidora.

Por fim, Thiago Silva reafirma seu compromisso com a verdade, a transparência e a responsabilidade no exercício do mandato."

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MURILO BRASIL 31/07/2026

Tem trouxa para tudo nessa País.. ate para defender Politico.. é incrível ler os comentários nos sites e no Instagram desse tipo de reportagem.

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[email protected] 31/07/2026

E tempo de política eles querem queimar político mais não ir atrá da verdade acho q n tem nada haver se trabalhou oi deixou de tra balhar na AL

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Anderson 31/07/2026

Esse site devia pesquisar melhor né quando ela foi assessora na AL ela não era nem casada, isso não tem nada haver se ela casou se envolveu depois na vida dela com quem não devia o que tem haver com isso se ela trabalhou na assessoria em 2019, os sites tem que parar com isso querer queimar imagem de político depois ainda ficam atrás querendo mídia. Vergonha em Reporte MT.

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3 comentários