JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO
O ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o delegado Rogers Jarbas, prestou sua primeira entrevista coletiva, nesta sexta-feira (1), respondendo como o novo secretário de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), antes comandada pelo promotor de Justiça de Minas Gerais (MG), Fábio Galindo. Na ocasião, Jarbas aproveitou para lembrar que atua na área há 23 anos, já que foi policial militar, por 10 anos, em São Paulo e se tornou delegado da Polícia Civil de MT há 13 anos.
"Essa última gestão (Zaque/Galindo), trouxe o dado ‘vermelho’. Temos a verdade criminal que ocorreu lá fora", destacou Jarbas.
Com base nesse currículo, ele afirmou que irá comandar pessoalmente as ações de rua, como vinha fazendo Galindo. À imprensa, Jarbas também destacou que irá priorizar o investimento ‘maciço’ nos serviços de inteligência das Polícias Civil e Militar para combater a criminalidade.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Sobre isso, o secretário lembrou que somente neste ano, serão investidos cerca de R$ 13 milhões nas inteligências das duas corporações. “Em 2014, o mesmo setor das Polícias tiveram um investimento de apenas R$ 138 mil, valor considerado praticamente zero, comparando com o que será gasto agora”, explicou.
Com a presença do antigo secretário, que se despediu do posto, o delegado Rogers Jarbas elogiou o trabalho realizado, nos últimos 15 meses, por Galindo e também pelo ex-secretário Mauro Zaque.
"Deixei o sistema de Segurança Pública muito mais forte, robusto e melhor, do que o ‘encontrado’ no dia 1 de janeiro de 2014. Se precisasse, faria tudo denovo", afirmou.
“Quem já atuou em cargos extremos da Segurança Pública, como eu, sabe da mudança que vem acontecendo em MT. Hoje a sociedade está acreditando mais nas forças policiais. Essa última gestão (Zaque/Galindo), trouxe o dado ‘vermelho’. Temos a verdade criminal que ocorreu lá fora, sendo que, antigamente, o cidadão que tinha o celular roubado não registrava o roubo porque não acreditava na ‘força’. Com isso, os governantes não trabalhavam com o dado verdadeiro”, explicou.
Para Jarbas, com essa ‘verdade criminal’ exposta nas estatísticas levantas, será possível traçar estratégias e planos de ações para acabar reduzir a criminalidade no Estado.
DESPEDIDA DE GALINDO
Obrigado a deixar a Sesp, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que vetou a participação de membros do Ministério Público Estaduais (MPE), de trabalharem em cargos do poder Executivo, Galindo destacou que deixou o cargo de secretário com "sentimento de dever cumprido e com a consciência limpa".
Em um discurso ‘afiado’, Galindo afirmou que é possível administrar o dinheiro público com honestidade. “Como secretário, eu administrei mais de R$ 300 milhões sem roubar nenhum centavo. Consumi 100% da minha energia em nome de uma causa que eu acredito. Deixei o sistema de Segurança Pública muito mais forte, robusto e melhor, do que o ‘encontrado’ no dia 1 de janeiro de 2014. Se precisasse, faria tudo denovo", afirmou.
Apesar de voltar a atuar em Minas Gerais, Galindo divulgou uma possível permuta entre os governos mato-grossense e mineiro, já que tem a vontade de continuar trabalhandocom o governador Pedro Taques (PSDB), mas dessa vez como promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Galindo foi secretário por três meses. Durante o ano de 2015 atuou como 'adjunto' do secretário Mauro Zaque.















