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04 de Novembro de 2014, 17h:13 - A | A

POLÍCIA / TRÁFICO INTERNACIONAL EM MT

Quadrilha usava dinheiro de drogas para comprar imóveis e carros de luxo; veja vídeo

Todo o ‘comando’ do grupo residia em Sinop. A cidade também era usada pelos traficantes para ‘preparar’ aeronaves que eram usadas para fazer o carregamento da droga.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



A quadrilha especializada em tráfico de drogas internacional, desarticulada na operação Veraneio da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (4), ‘lavava’ o dinheiro do crime comprando imóveis e carros de luxo no munícipio de Sinop (500 km de Cuiabá), segundo explicou o delegado Samir Sugaib.

Samir afirmou que a PF está analisando diversos documentos apreendidos durante a operação, para tentar fazer uma lista com todos os bens comprados com o dinheiro do tráfico. “Com a lista completa dos imóveis adquiridos com o dinheiro do crime, a Justiça poderá realizar o ‘sequestro dos bens”, explicou.

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Segundo o delegado, todo o ‘comando’ do grupo residia em Sinop. A cidade também era usada pelos traficantes para ‘preparar’ aeronaves que eram usadas para fazer o carregamento da droga.

“Os prefixos e o aparelho de transponder do avião eram adulterados. Após ser totalmente modificado para fazer transporte, um piloto ia para a Venezuela, carregava o avião de droga e depois descarregada em Honduras”, explicou.

BALANÇO DA OPERAÇÃO

Ao todo, foram 48 mandados judiciais cumpridos em Sinop, Sorriso (550 km da capital), e Pará de Minas (MG), Formiga (MG), Belo Horizonte (BH), Atibaia (SP), Campinas (SP), Tatuí (SP), Sorocaba (SP), São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), Guarulhos (SP), Ribeirão Preto (SP), Manaus (AM) e Tabatinga (AM). A PF não informou o nome dos envolvidos.

Com os integrantes do bando foram apreendidos R$ 6.500.000,00 (cheques, dólares e euro), carros de luxo e documentos.

O ESQUEMA

A investigação se desenvolveu entre 2011 e 2014, e estima-se que eram transportadas cerca de uma tonelada de cocaína por mês entre a região de Apure na Venezuela, fronteira com a Colômbia e dominada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tendo como destino Honduras, visando abastecer cartéis sediados no México.

A quadrilha baseada em Sinop é a responsável pela aquisição de aeronaves no Brasil, adaptando-as ao transporte de cargas, adulteração do prefixo identificador e por todo o transporte entre a Venezuela e Honduras, onde abandonam a aeronave e retornam ao país em voo comercial.

PENA  

A pena para o crime de tráfico internacional de drogas pode variar entre 5 anos e 10 meses até 25 anos de reclusão. O de associação para o tráfico internacional pode variar entre 3 anos e 6 meses até 16 anos e 8 meses de reclusão.

O de lavagem de dinheiro transnacional pode variar entre 4 anos até 16 anos e 8 meses de reclusão. O de organização criminosa transnacional de 3 anos e 6 meses a 13 anos e 4 meses de reclusão.

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