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Jackson asfixiou a esposa na cama com "enforca-gato" para herdar patrimônio Jackson asfixiou a esposa na cama com "enforca-gato" para herdar patrimônio
DO REPÓRTERMT
O réu Jackson Pinto da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de sua esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A sentença de pronúncia foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal da Capital, acolhendo integralmente a denúncia oferecida pelo MPMT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso), por meio da 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá. O acusado responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, no bairro Parque Cuiabá. O Ministério Público sustenta que o acusado utilizou uma braçadeira de nylon (enforca gato) para asfixiar a mulher enquanto ela dormia, eliminando qualquer possibilidade de defesa.
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A acusação aponta ainda que o homicídio teve motivação patrimonial, visto que o réu realizou a transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para sua própria conta logo após o assassinato, agindo em contexto de violência doméstica e menosprezo à condição feminina.
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Para ocultar o cadáver, Jackson teria contratado previamente um serviço de escavação, sob o pretexto de construir uma fossa em outro imóvel da esposa, localizado no mesmo bairro, onde enterrou o corpo. Na tentativa de despistar as autoridades, o acusado chegou a comparecer à delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando falsamente o desaparecimento de Nilza.
Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de Jackson, destacando que a gravidade concreta dos fatos, a violência na execução e a simulação de sequestro justificam a custódia cautelar para a garantia da ordem pública.
A materialidade e os indícios de autoria foram comprovados pelo laudo de necropsia, perícias técnicas e pela própria confissão judicial do réu, realizada em audiência de instrução neste mês. O MPMT também requereu a fixação de um valor mínimo de indenização para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.







