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05 de Outubro de 2026

05 de Outubro de 2026, 13h:31 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO EM CUIABÁ

Homem que matou empresária com "enforca gato" e a enterrou no quintal vai a júri popular este mês

Jackson Pinto da Silva matou a própria esposa, Nilza Moura Sousa da Silva, em maio deste ano; o julgamento está marcado para o dia 20 de outubro, às 13h30

RepórterMT/Reprodução

Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi assassinada pelo próprio marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Ele confessou o crime.

Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi assassinada pelo próprio marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Ele confessou o crime.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O feminicida Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, que matou a esposa, Nilza Moura Sousa da Silva, de 64, em 4 de maio deste ano, em Cuiabá, vai ser julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 20 de outubro, às 13h30.

A vítima foi enforcada com uma braçadeira plástica conhecida como “enforca-gato” na casa do casal e teve o corpo enterrado no quintal de outra casa, localizada no bairro Parque Cuiabá. As investigações apontam que o feminicida matou a mulher para ficar com o patrimônio dela.

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Jackson responde pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Ele está preso desde o dia 6 de maio na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

O caso tramita em sigilo na 14ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), na manhã do dia 4 de maio, o assassino utilizou um enforca-gato para asfixiar a mulher enquanto ela dormia, eliminando qualquer chance de defesa.

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A acusação aponta ainda que o crime teve motivação patrimonial, visto que o réu realizou a transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para sua própria conta logo após o assassinato, agindo em contexto de violência doméstica e menosprezo à condição feminina.

Para ocultar o cadáver, Jackson contratou o serviço de escavação sob o pretexto de construir uma fossa em outro imóvel, que era de propriedade da esposa, e enterrou o corpo.

Com a mulher já morta, ele chegou a postar uma foto com ela tomando açaí.

Depois, para atrapalhar as investigações, ele compareceu à delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando falsamente o desaparecimento de Nilza, alegando que estava recebendo ligações de pessoas pedindo resgate.

O assassino, no entanto, apresentou uma série de contradições ao ser questionado pela polícia, acabou confessando o crime e foi preso.

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Pelos crimes, o feminicida pode pegar uma pena superior a 60 anos.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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