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26 de Setembro de 2026

30 de Janeiro de 2026, 16h:01 - A | A

POLÍCIA / FIM DA LINHA

Guia de turismo acusado de criar perfis falsos de juízes para aplicar golpes em Cuiabá se entrega

Grupo é suspeito de usar nomes de desembargadores para obter vantagens e influenciar processos

Reprodução

Felipe Fontes Nazário se entregou nessa quinta-feira e passou por audiência de custódia

Felipe Fontes Nazário se entregou nessa quinta-feira e passou por audiência de custódia

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O guia de turismo Felipe M.S. Fontes Nazário, que estava foragido desde a deflagração de uma operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) no último dia 21, entregou-se às autoridades e passou por audiência de custódia na tarde dessa quinta-feira (29). Ele é apontado como integrante de um grupo suspeito de criar perfis falsos nas redes sociais se passando por magistrados de Mato Grosso para obter vantagens indevidas.

A audiência de custódia foi conduzida pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, João Filho de Almeida Portela, na sala da Primeira Vara Criminal de Cuiabá.

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O ato teve como objetivo verificar as condições da prisão e o respeito aos direitos fundamentais do investigado. Por se tratar de um processo que tramita sob estrito sigilo de justiça, o resultado da audiência foi comunicado diretamente ao corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote.

O esquema

A investigação que mira Felipe e outros alvos, entre eles o advogado Rafael Valente e os policiais militares Eduardo Soares de Moraes e José Menino de Souza, ganhou força após um episódio em julho do ano passado. Na ocasião, um envelope contendo R$ 10 mil em espécie foi entregue na sede do Tribunal de Justiça (TJMT) endereçado ao presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira.

O grupo é acusado de usar identidades falsas de magistrados para influenciar decisões e extorquir pessoas. Entre os envolvidos estaria o militar Jackson Pereira Barbosa (investigado no caso da morte do advogado Renato Nery), que teria relatado à Corregedoria ter recebido propostas de "facilitação" de soltura mediante pagamento.

Prisões e apreensões

Durante a operação, as equipes do Naco e do Gaeco apreenderam R$ 350 mil em dinheiro vivo na residência do policial José Menino, além de cheques e notas promissórias. Outros alvos, como o sargento Eduardo Soares e o traficante Christoffer Augusto dos Santos, também foram presos sob suspeita de integrar a associação criminosa.

A defesa dos envolvidos tem apresentado respostas preliminares alegando inépcia da denúncia, enquanto o Ministério Público reforça o pedido pela continuidade da instrução processual. Felipe permanece à disposição da Justiça enquanto o processo segue os trâmites sigilosos na Corregedoria-Geral.

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