LÍCIO ANTÔNIO MALHEIROS
A implementação de políticas públicas de governo, passa necessariamente pelo resgate da história que permeia nosso Estado; em consequência disso não podemos nos esquecer, de como ocorreu o processo de colonização do mesmo, e quais foram às dificuldades mais comuns enfrentadas, pelos municípios distantes da capital, e em especial, os municípios fronteiriços com países vizinhos.
Nesse particular, destaca-se Vila Bela da Santíssima Trindade, à margem do rio Guaporé, na fronteira com a Bolívia, que volta a ser capital de Mato Grosso por dois dias, através do altruísmo do governador Pedro Taques; não visando apenas, resgatar a história do município, como também, assinar três convênios que representam investimentos na construção de pontes de madeira em Pontes e Lacerda (R$ 500 mil), Vila Bela (R$ 500 mil) e Porto Esperidião (R$ 700 mil), nas rodovias MT-473, MT-265, MT-473, MT-265, MT-245, MT-388 e MT-199.
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De todos os municípios agraciados com o aporte financeiro, através de ações emergenciais na área de Infraestrutura e Logística orçada em R$ 1,7 milhão para socorrer municípios atingidos por fortes chuvas no início do ano. Vila Bela da Santíssima Trindade, ganha por dois dias, à condição de capital de Mato Grosso.
Vila Bela da Santíssima Trindade tem uma história sui generis, criada a Capitania de Mato Grosso e sua capital instalada em 19 de março de 1752, passando assim a se chamar Vila Bela da Santíssima Trindade.
No início da colonização do nosso Estado, existiu uma divergência política entre Portugal e Espanha, através disso foi criado o tratado de Tordesilhas pelos portugueses, que dizia “as terras situadas a 370 léguas a Leste de Cabo Verde pertencia a Portugal, e as terras a Oeste desta linha pertenciam à Espanha”, pois, eles tinham medo de perder o seu território para os Holandeses e Espanhóis que vinham pelas costas.
Porém o tratado de Tordesilhas acabou não dando certo e foi criado um novo tratado, o tratado de Madrid juntamente com o papa e acabou anulando o tratado de Tordesilhas. Este segundo tratado também, visava salvaguardar e proteger a fronteira com países vizinhos, no caso de Vila Bela, a fronteira com a Bolívia.
A implementação de políticas públicas alvissareiras, como as implementadas pelo governador Pedro Taques, agraciando o município de Vila Bela da Santíssima Trindade com a oportunidade de tornar-se capital de Mato Grosso, por dois dias, vem engrandecer, o trabalho hercúleo desenvolvido pelo prefeito Anderson Gláucio Andrade.
Manter um município nos trilhos, distando 533 km da capital, não é tarefa fácil; não fosse à união de forças, da Prefeitura Municipal de Vila Bela, que conta com uma plêiade de abnegados funcionários, que conseguem elevar o nome do município, entre os quais, se destaca a Assessora Jurídica, Carina França Soares, assim como o incansável chefe de gabinete do prefeito, Juarez Nava, um abnegado funcionário que luta pela projeção do município, não apenas na condição de chefe de gabinete, atuando também com interlocutor, prefeitura e munícipes, a administração pública não caminharia a bons termos, não fosse o trabalho desses anônimos, que ajudam engrandecer e zelar pelo nome histórico que este município ostenta internacionalmente.















