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Cuiabá, 19 de Julho de 2024
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12 de Novembro de 2017, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / ONOFRE RIBEIRO

Mato Grosso e China: cenários

Uma vez a rodovia pronta, tudo virá da China em frete marítimo e ferroviário



Ainda estamos num campo relativamente de previsões.         

No artigo de ontem, publicado neste espaço, considerei as chances muito fortes da China estabelecer inevitável conexão com Mato Grosso.

Nesta semana, o governador está na China alinhando relações que eventualmente resultem em negócios.

Neste último fim de semana, a mídia divulgou interesses da China em investir 1 bilhão e meio de reais na construção de armazéns em Mato Grosso.

O déficit estadual é de 19 milhões de toneladas de grãos num universo de 52 milhões produzidos.    

Antes, porém, gostaria de mudar um pouco o assunto e depois retorno a este ponto.

As chances da ferrovia bioceânica vir a se construída são muito grandes.

Ela sairia do Norte do estado do Rio de Janeiro, atravessa o norte de Minas Gerais, de Goiás e entra em Mato Grosso por Água Boa, passa por Lucas do Rio Verde e sobe na direção de Sapezal até Porto Velho, Acre e vai desaguar em porto peruano no Oceano Pacífico.        

Os chineses estão avaliando que, com o quase monopólio de financiamento das produções, compra do que se produzir e a oferta de logística de transporte para o porto de Shangai, na China, mudarão a geopolítica mundial.

Mudarão a atual logística de frete terrestre pros portos do Sul e Sudeste, direcionando os fretes pra ferrovia.

Junto dos trilhos, um processo veloz de agroindustrialização para otimizar os fretes e para criar uma zona de economia frete ao longo dos trilhos.      

Aqui está o pulo do gato. Essa zona de riqueza no entorno da ferrovia se constituirá num polo de entrada dos produtos chineses no frete de retorno.

Hoje, adubos, defensivo, máquinas, caminhões, eletro-eletrônicos vem pra essa região de outros países ou do próprio Brasil em longos fretes.

Uma vez a rodovia pronta, tudo virá da China em frete marítimo e ferroviário e com preços menores.         

Será a porta de entrada de uma reviravolta na atual gestão da produção do agronegócio e da exportação e importação de bens, de insumos e de produtos primários da região Nordeste e do Centro-Oeste.      

O assunto não se encerra aqui. Por ora, passa ao largo dos planos da política e da gestão estadual.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br

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