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07 de Abril de 2015, 08h:41 - A | A

OPINIÃO / ONOFRE RIBEIRO

Assembléia: sociedade atenta

O tradicional roubar e deixar roubar não é mais sinal de inteligência na abrangência do serviço público

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ONOFRE RIBEIRO



Não é segredo nenhum o quanto a Assembléia Legislativa de Mato Grosso está na mira negativa da sociedade. 

Põe negativo nisso! O ambiente de descrédito acabou saindo do controle até mesmo dos dirigentes políticos eleitos da Casa.

Nas manifestações de rua de 2013 os estudantes pegaram pesado contra a Assembléia Legislativa e contra o deputado José Riva e os políticos de modo geral. Aquela tensão passou, mas a percepção de que nada melhorou está muito viva no seio da sociedade.

A eleição da Mesa Diretora em 2015, alinhada com o governador Pedro Taques traz um pouco de alívio porque a postura legalista do governador traz a esperança de mudanças efetivas. 

Porém, a sociedade sabe perfeitamente que alinhar a Casa a um regime de austeridade administrativa, de eficiência parlamentar e, sobretudo, de credibilidade não será tarefa fácil.

Sabe-se desde já que existem duas correntes de deputados trabalhando arduamente em campos opostos. 

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Uma que quer manter a gastança e as coisas como eram até aqui. Outra, com menor número de deputados tentando demonstrar aos dirigentes da Mesa que o esperto hoje é ser honesto. 

Os mecanismos de controle, de escuta e de vigilância estão muito sofisticados e podem detectar sinais de corrupção ou de desvios, em tempo recorde. 

Logo, o tradicional roubar e deixar roubar não é mais sinal de inteligência na abrangência do serviço público.

De outro lado, o momento político futuro no país é muito ruim, mas também é muito promissor. Se velhas lideranças que não falam a linguagem da ética e dos resultados está se debatendo entre a vida e a morte, novos espaços surgem para lideranças que falem essa linguagem e ofereçam um mínimo de confiabilidade sobre resultados. 

Curioso que a sociedade está atenta e não admite mais, assim como não aceita a tese “foi sempre assim”. Em 2018 abrirão as vagas parlamentares só para quem alcançar esse perfil.

Seria muito infantil se a Mesa Diretora e os atuais dirigentes da Assembléia Legislativa não percebessem esse momento e se deixassem levar pelo “sempre foi assim”. Para reforçar a tese, gostaria de lembrar que as redes sociais são a nova consciência crítica da sociedade brasileira. 

Rapidamente um segredo vaza e vira verdade impossível de ser contida. Vou me permitir até usar um velho ensinamento cuiabano: “aqui se faz, aqui se paga”. 

De minha parte acrescento: se paga rapidinho!

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.
[email protected] 
www.onofreribeiro.com.br

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