ONOFRE RIBEIRO
Não é segredo nenhum o quanto a Assembléia Legislativa de Mato Grosso está na mira negativa da sociedade.
Põe negativo nisso! O ambiente de descrédito acabou saindo do controle até mesmo dos dirigentes políticos eleitos da Casa.
Nas manifestações de rua de 2013 os estudantes pegaram pesado contra a Assembléia Legislativa e contra o deputado José Riva e os políticos de modo geral. Aquela tensão passou, mas a percepção de que nada melhorou está muito viva no seio da sociedade.
A eleição da Mesa Diretora em 2015, alinhada com o governador Pedro Taques traz um pouco de alívio porque a postura legalista do governador traz a esperança de mudanças efetivas.
Porém, a sociedade sabe perfeitamente que alinhar a Casa a um regime de austeridade administrativa, de eficiência parlamentar e, sobretudo, de credibilidade não será tarefa fácil.
Sabe-se desde já que existem duas correntes de deputados trabalhando arduamente em campos opostos.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Uma que quer manter a gastança e as coisas como eram até aqui. Outra, com menor número de deputados tentando demonstrar aos dirigentes da Mesa que o esperto hoje é ser honesto.
Os mecanismos de controle, de escuta e de vigilância estão muito sofisticados e podem detectar sinais de corrupção ou de desvios, em tempo recorde.
Logo, o tradicional roubar e deixar roubar não é mais sinal de inteligência na abrangência do serviço público.
De outro lado, o momento político futuro no país é muito ruim, mas também é muito promissor. Se velhas lideranças que não falam a linguagem da ética e dos resultados está se debatendo entre a vida e a morte, novos espaços surgem para lideranças que falem essa linguagem e ofereçam um mínimo de confiabilidade sobre resultados.
Curioso que a sociedade está atenta e não admite mais, assim como não aceita a tese “foi sempre assim”. Em 2018 abrirão as vagas parlamentares só para quem alcançar esse perfil.
Seria muito infantil se a Mesa Diretora e os atuais dirigentes da Assembléia Legislativa não percebessem esse momento e se deixassem levar pelo “sempre foi assim”. Para reforçar a tese, gostaria de lembrar que as redes sociais são a nova consciência crítica da sociedade brasileira.
Rapidamente um segredo vaza e vira verdade impossível de ser contida. Vou me permitir até usar um velho ensinamento cuiabano: “aqui se faz, aqui se paga”.
De minha parte acrescento: se paga rapidinho!
ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.
[email protected]
www.onofreribeiro.com.br














