facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png twitter-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 31 de Agosto de 2025
31 de Agosto de 2025

19 de Outubro de 2021, 12h:25 - A | A

NACIONAL / VEJA QUAIS

Relatório da CPI indicia Bolsonaro por 11 crimes

Além do presidente, também três filhos - Carlos, Eduardo e Flávio, tal como vários ministros e ex-ministros estão indiciados por terem montado uma estrutura paralela com o intuito de favorecer a disseminação da Covid-19.

EURONEWS



O relatório apresentado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Covid-19, no Brasil, sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia é demolidor para o inquilino do Palácio da Alvorada. A leitura do relatório, elaborado por uma comissão presidida pelo líder da maioria no Senado, Renan Calheiros, foi adiada para quarta-feira e a votação vai decorrer na próxima semana.

O conteúdo já é conhecido pela comunicação social e inclui a indiciação de Bolsonaro por 11 crimes, incluindo epidemia com resultado de morte, incitamento ao crime, genocídio de indígenas, crime contra a humanidade e homicídio por omissão no combate à pandemia.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Omar Aziz, presidente da CPI, diz que há muita responsabilidade de Bolsonaro e dos aliados: "O presidente propagou medicação não comprovada cientificamente, o presidente fazia campanha para se usar cloroquina, o presidente era contra o uso de mascara, o presidente era a favor da aglomeração, presidente era contra o fique em casa, cometeu varios [crimes], e além de ele o seus bajuladores de plantão também", disse o senador.

Além do presidente, também três filhos - Carlos, Eduardo e Flávio, tal como vários ministros e ex-ministros estão indiciados por terem montado uma estrutura paralela com o intuito de favorecer a disseminação da Covid-19. Já o plano de saúde Prevent Sénior, em coordenação com o governo, terá pressionado médicos a prescrever medicamentos comprovadamente ineficazes e a modificar as informações sobre causa de morte dos pacientes.

A advogada do grupo de médicos da Prevent Sénior que denunciou esta situação, Bruna Morato, conta: "Pode ser um escândalo muito grande o que fizeram em relação às vacinas ou a outras questões que apareceram na CPI. Mas o que aconteceu na Prevent Sénior, a meu ver, é o mais pavoroso, porque eu desconheço práticas parecidas dentro de hospitais desde a Segunda Guerra Mundial.

 

 

O governo e a Prevent Senior são acusados de usar os doentes como cobaias. O executivo terá ainda deliberadamente atrasado a compra de vacinas e montado um gabinete para a propagação de notícias falsas sobre a pandemia. Mais de 600 mil pessoas morreram já no país, vítimas de Covid.

Comente esta notícia