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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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07 de Novembro de 2017, 10h:48 - A | A

NACIONAL / COM 11 TIROS

Jovem que matou aluna em escola diz que atirou várias vezes para vítima 'não sentir dor'

Delegada crê que suspeito cometeu crime porque queria se relacionar com a vítima, mas não foi correspondido. Atirador diz que tinha ódio da adolescente e que não se arrepende.

G1



A delegada Rafaela Azzi revelou detalhes do depoimento formal de Misael Pereira Olair, de 19 anos, preso por matar a estudante Raphaella Noviski, de 16, na segunda-feira (6), em uma escola pública de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo ela, o rapaz tentou justificar o motivo de ter efetuado 11 disparos na vítima, que morreu no local.

"Ele afirmou que atirou várias vezes nela porque queria que ela morresse logo e não sentisse dor", disse Rafaela ao G1

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Em um vídeo feito pela polícia antes da oitiva, Misael afirma que não está arrependido do crime, que comprou o revólver calibre 32 exclusivamente para praticar o assassinato e que matou a adolescente porque a odiava.

Para a delegada, o ódio a que ele se refere é proveniente da rejeição de Raphaella para com um relacionamento entre eles, desejado pelo jovem.

"Ele gostava dela, que não dava abertura. Toda vez que ele se aproximava com alguma tentativa seguida de uma negativa, vinha a decepção e isso foi se transformando em ódio", destaca.

Família

 

Misael afirmou que mora com a mãe e a irmã, em Alexânia. Segundo a delegada, o jovem afirmou que, após o crime, iria fugir para a propriedade rural onde vive o pai, com quem quase não tem contato. A família dele ainda deve ser chamada para prestar depoimento.

A fuga foi auxiliada pelo comerciante Davi José de Souza, de 49 anos, que deu carona ao rapaz até a porta do colégio, ficou do lado de fora esperando e depois o ajudou na tentativa de fuga. O homem também foi detido.

Advogado de Davi, Joel Pires de Lima explica que o cliente é amigo da família de Misael e não imaginava que estava levando o jovem para cometer o crime.

No entanto, a delegada acredita que ele tem sim participação. "Após os disparos, ele deu acolhida para o Misael e saiu em alta velocidade, só parando quando abordado pela PM. Ele assumiu o risco de participar", explica.

IML

 

De acordo com a médica legista Claudina Ramos Caiado, que realizou a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis, perfurações nas mãos na vítima apontam que ela tentou se defender do atirador.

"No corpo dela há pelo menos 11 perfurações de entrada, sendo a maioria na cabeça, além de uma no tórax. Também há marcas no antebraço e nas duas mãos, o que caracteriza que ela tentou cobrir o rosto para se defender", disse a médica ao G1.

Por conta do crime, a Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce) suspendeu temporariamente as aulas. O colégio só reabrirá no próximo dia 16, quando está previsto um culto ecumênico em homenagem à vítima.

Entenda o caso:

Estudante é morta dentro de escola estadual em Alexânia, Goiás

 

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