ESTADO DE MINAS
O ex-ministro André Mendonça teve a sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) aprovada nesta quarta-feira (01/12) pelos integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Agora, o nome dele precisará ser apreciado pelo conjunto de senadores, em plenário, onde precisa de aval da maioria absoluta dos 81 parlamentares.
A tendência é que a análise em plenário ocorra ainda nesta quarta.
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Mendonça foi titular da pasta de Justiça. Ele recebeu a indicação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em julho. Após cerca de quatro meses, foi sabatinado pelos componentes da CJJ. Ex-advogado-geral da União, Mendonça é pastor presbiteriano.
Ele fez discurso em defesa do Estado laico, da "segurança jurídica" e prometeu agir conforme as bases da Constituição Federal. "Na vida, a Bíblia, no Supremo, a Constituição'', disse.
Na CCJ, o nome de Mendonça recebeu 18 votos favoráveis; houve nove votos contrários. A reunião desta quarta foi conduzida por Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do colegiado. A inquirição ao candidato à Suprema corte começou por volta das 9h30. Ele afirmou, também, que "não se pode criminalizar a política".
"Sendo aprovado no plenário do Senado Federal. Meu gabinete está aberto a todos os senadores, de todos os partidos para a construção à luz da Constituição, de um país mais justo e de uma melhor democracia. É um compromisso público que assumo", garantiu ele, aproveitando para agradecer a líderes religiosos que se mostraram favoráveis à indicação.