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23 de Setembro de 2022, 17h:50 - A | A

GERAL / POR TEMPO INDETERMINADO

Trabalhadores do Hospital Universitário Júlio Muller entram em greve

Negociação de acordo coletivo empaca e hospitais universitários em todo o país começam a suspender atendimentos

reprodução

Por causa da paralisação, os atendimentos na unidade serão reduzidos até que os trabalhadores normalizem as atividades.

Por causa da paralisação, os atendimentos na unidade serão reduzidos até que os trabalhadores normalizem as atividades.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



Os trabalhadores do Hospital Universitário Júlio Muller, ligados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável pela gestão dos hospitais universitários federais, iniciaram uma greve nesta sexta-feira (23), em razão da dificuldade em se chegar a um acordo nas negociações coletivas.

Por causa da paralisação, os atendimentos na unidade serão reduzidos até que os trabalhadores normalizem as atividades. Profissionais de vários hospitais universitários em todo o país têm cruzado os braços desde quinta-feira (22).

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O caso foi judicializado e as partes envolvidas aguardam decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Não há prazo para que o caso seja julgado.

Por ordem da ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, do TST, os trabalhadores devem manter em atividade o percentual de 50% dos funcionários em áreas administrativas e 60% nas áreas médicas. O descumprimento da decisão acarretará em multa diária de R$ 50 mil.

Em nota, o HUJM informou que todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos pacientes internados na unidade estão sendo tomadas pela direção do hospital em conjunto com o Comando de Greve. Assim que a paralisação for encerrada, serão realizados os reagendamentos de consultas e procedimentos.

Em nota enviada ao Repórter MT, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares ressaltou que assim como os trabalhadores, é de seu interesse a resolução rápida da questão em torno do Acordo Coletivo de Trabalho. E que diante do impasse, pediu ao TST que o caso seja julgado com celeridade.

Não há prazo para que as atividades sejam retomadas.

Leia a nota do Hospital Universitário Júlio Muller:
O Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT/Ebserh/MEC), informa que foi deflagrada greve geral dos empregados públicos federais ligados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares que atuam nos Hospitais Universitários Federais, em face da frustação de negociação coletivas.

A relatora do Dissídio Coletivo, Ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de trabalhadores em seus respectivos locais de trabalho: 50% (cinquenta por cento) em cada área administrativa e de 60% (sessenta por cento) para cada área médica e assistencial das unidades Hospitalares. Assim, haverá redução de atendimentos a partir de 23/09/2022, pelo tempo em que perdurar a greve.

Todos as medidas necessárias para garantir a segurança na assistência aos pacientes que estão internados, estão sendo tomadas pela direção do hospital em conjunto com o próprio Comando de Greve.

Ao final da greve, o HUJM dará orientações sobre reagendamentos de consultas e procedimentos suspensos durante este período.

Leia a nota da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares:
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informa que, na quarta-feira (21), a relatora do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST),ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% (cinquenta por cento) em cada área administrativa e de 60% (sessenta por cento) para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), em caso de descumprimento.

É importante acrescentar que, com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, semelhante à da Ebserh, em uma resolução rápida para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Diante do impasse nas negociações, a Ebserh peticionou no dia 10 de agosto, no próprio TST, pedido para análise dos ACT’s em curso, requerendo o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACTs em aberto.

O próprio TST sinalizou, em decisão proferida nessa terça-feira (20), que o processo já está se encaminhando para julgamento do mérito. Para que isso ocorra, basta que as entidades sindicais peticionem nos autos do dissídio coletivo concordando com o julgamento imediato pelo TST, inclusive com relação às cláusulas sociais e econômicas do ACT.

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