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10 de Dezembro de 2016, 07h:45 - A | A

GERAL / EFEITO UBER

Taxistas de Cuiabá desistem de cobrar 'bandeira 2' em dezembro, como 13° salário

A cobrança da taxa extra durante o dia, em dezembro, ocorria para arrecadar o 13°. Agora, os taxistas querem reconquistar a clientela.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Excepcionalmente, neste mês de dezembro, os taxistas de Cuiabá não vão cobrar, a chamada "bandeira dois", nas corridas feitas ao longo do dia, como costumam fazer anualmente.

“Nós estamos em uma situação delicada, que a gente tem que pensar duas vezes no que está acontecendo. Então, a gente não vai cobrar bandeira dois este ano”, disse o presidente do Sindicato de Taxistas.

A tarifa que aumenta o preço da corrida, costuma ser cobrada nesta época, como forma de garantir um 13º salário aos profissionais dessa modalidade de transporte urbano.

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A alteração foi adotada após a redução no número de passageiros, que deixaram de usar o táxi para adotar o sistema Uber como transporte em Cuiabá.

 

“Nós estamos em uma situação delicada, que a gente tem que pensar duas vezes no que está acontecendo. Então, a gente não vai cobrar bandeira dois este ano”, disse o presidente do Sindicato dos Taxista de Cuiabá, Adailton Lutz, ao .

"Segunda vai ser a votação da urgência urgentíssima e na terça a votação do projeto de lei”, ressalta o taxista sobre o projeto que pode extinguir o Uber no Brasil.

Segundo ele, a medida foi definida em consenso pelos trabalhadores, que preferem “perder um pouquinho agora para ganhar lá na frente”, como afirma Adailton.

A categoria está sentindo os efeitos da chegada do sistema Uber na capital mato-grossense, que ocorreu há pouco mais de duas semanas, e não pretende perder mais clientela, como tem ocorrido. 

O presidente da categoria havia dito, no primeiro dia do Uber em Cuiabá, que apostava na falência do sistema por aplicativo na cidade, no entanto, afirma que “já está sentindo o efeito, já está fazendo uma diferença” para os taxistas.

A "bandeira dois" nos táxis irá funcionar somente nos horários já praticados, que são: das 20 horas às 6h da manhã nos dias úteis e das 12 horas às 6h da manhã, aos feriados, sábado e domingo.

Reação contra o Uber

Conforme o já havia adiantado, taxistas de todo o país estiveram em Brasília, na última semana, para pressionar a Câmara Federal a aprovar o Projeto de Lei 5587/2016, que prevê a proibição da multinacional no Brasil.

Como a votação que estava prevista não ocorreu, os líderes da categoria devem voltar à capital federal novamente, neste domingo (11), para acompanhar o processo. “Nós fomos em Brasília e já estamos voltando. Foi muito tenso, fomos na bancada de Mato Grosso, fomos falar com o senador Wellington Fagundes (PR), nós recorremos a todos. Tinha mais de 20 mil taxistas lá!”, relata Adailton Lutz.

“Era para ser votada a nossa pauta, mas o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tirou da pauta e ficou para segunda e terça. Segunda vai ser a votação da urgência urgentíssima e na terça a votação do projeto de lei”. O taxista afirma que a categoria conversou com todos os parlamentares de Mato Grosso e que recebeu deles a promessa de votarem a favor do projeto que pode extinguir o Uber do Brasil. 

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Josiane 10/12/2016

Bandeira 2 durante o dia é absurdo! Quer décimo-terceiro? Seja assalariado ... carteira assinada, CLT e todo o pacote. Agora, quem quer autonomia tem que arcar com ônus e bônus da escolha.

1 comentários

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