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Cuiabá, 24 de Junho de 2024
24 de Junho de 2024

15 de Novembro de 2022, 12h:01 - A | A

GERAL / DESABAFO NAS REDES

"Seis anos que covardemente lhe tiraram o direito de viver", diz mãe de Rodrigo Claro

O jovem morreu em novembro de 2016, após treinamento aquático na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



A mãe do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, dona Jane Claro, usou seu perfil no Facebook nesta terça-feira (15), para lamentar os seis anos da morte do filho. O jovem morreu após ser submetido a uma série de "caldos", durante atividades aquáticas do 16º curso de formação, em Cuiabá.

"É meu menino, completa hoje 6 anos que você deixou a mãe, 6 anos que brutal e covardemente lhe tiraram o direito de viver", diz trecho de publicação.

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Rodrigo morreu em novembro de 2016, após treinamento aquático realizado na Lagoa Trevisan. Para o Ministério Público, o aluno bombeiro sempre teve dificuldade em atividades na água e, no treinamento, foi submetido a uma série de “caldos”, mesmo tendo avisado que estava fraco, cansado, e ter pedido para sair.

Em agosto, a 11º Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar livrou a tenente Izadora Ledur, que aplicava os testes quando o jovem morreu, da condenação do crime de tortura com resultado na morte do aluno. Como sentença, ela deverá cumprir um ano de prisão pelo crime de maus tratos.

Logo após a decisão, a mãe do jovem afirmou que a Justiça de Mato Grosso "matou Rodrigo pela segunda vez". Na postagem na rede social, ela diz que, apesar dos seis anos da morte, a dor da perda é a mesma.

"Nesses 6 anos tantas coisas aconteceram, tantas coisas tenho vontade de partilhar com você, por momentos cheguei a me esquecer que você já não estava mais aqui. Já se foram 6 anos sem você meu filho, mas tudo parece ter acontecido ontem, a dor ainda é a mesma e dói com a mesma intensidade ou mais ainda", disse.

Por fim, ela escreveu que está sendo difícil viver sem a presença dele, mas pediu que lá do céu ele cuide dela e dos seus irmãos. Vale lembrar que o pai de rodrigo, o tenente aposentado do Corpo de Bombeiros, Antônio Claro, de 48 anos, morreu afogado em uma caixa d'água no quintal da casa onde morava na Capital no final do ano passado.

"Filho Cuida de nós ai de cima, interceda principalmente pelos seus irmãos que nunca esqueceram de você, interceda pela sua mãezinha que chora por dentro dia e noite a sua falta. (...) A mãe nunca deixou de te amar, a mãe nunca esqueceu ou vai esquecer você, a mãe te amará para sempre", finalizou.

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