Repórter/Reprodução

A Santa Casa de Cuiabá e outras três unidades paralisaram os atendimentos sob alegação de atraso no pagamento.
DA REDAÇÃO
O juiz Márcio Aparecido Guedes, da Segunda Vara de Fazenda Pública de Cuiabá, determinou que os hospitais filantrópicos de Cuiabá e Rondonópolis retomem imediatamente os atendimentos de urgência e emergência. As atividades haviam sido paralisadas no último dia 4.
As Santas Casas de Cuiabá e de Rondonópolis, o Santa Helena e o Hospital Geral Universitário paralisaram os atendimentos sob a alegação de que o Governo do Estado não estaria repassando verba para ajudar.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Nessa semana, no entanto, o governador Pedro Taques (PSDB) anunciou a liberação da primeira parcela da ajuda, de R$ 2,5 milhões.
Mesmo assim, os hospitais filantrópicos alegam que o déficit é de R$ 3,6 milhões e que a paralisação continuaria.
Os hospitais filantrópicos fazem aproximadamente 3,5 mil atendimentos mensalmente. Os cinco hospitais filantrópicos, os quatro paralisados e o Hospital do Câncer (não aderiu à paralisação apesar do atraso), são responsáveis por 85% das cirurgias de alta complexidade, pelo SUS no estado e 65% das internações de média de alta complexidade.
Por meio de nota emitida logo após o início da paralisação, a Secretaria de Estado de Saúde (SES), confirmou que apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses financeiros, que são usados pelas secretarias municipais de Saúde para o custeio de serviços médicos, incluindo aqueles contratados junto aos hospitais filantrópicos.
Portanto, com os hospitais filantrópicos não existe diretamente nenhum contrato e nenhuma dívida como foi divulgado.
A pasta frisou ainda que no final de 2016, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais filantrópicos, o governador Pedro Taques autorizou um repasse emergencial para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, totalizando um repasse de R$ 7,5 milhões. O valor mensal era para ser dividido entre a Santa Casa de Rondonópolis, e mais os hospitais de Cuiabá Santa Casa, Santa Helena, HGU e Hospital do Câncer. Entretanto, segundo a SES a intenção dos representantes filantrópicos é que o governo do Estado continuasse com a ajuda financeira pelos meses seguintes.
A pasta ressaltou ainda que já esteve inclusive com dirigentes dos hospitais filantrópicos e foi explicado que, sem dinheiro novo, o Estado não tinha condições de continuar com o auxílio financeiro, diante da crise econômica e da escassez de recursos.














