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Cuiabá, 07 de Junho de 2026
07 de Junho de 2026

05 de Março de 2021, 09h:42 - A | A

GERAL / AGLOMERAÇÃO NA PANDEMIA

Horário reduzido lota mercados no fim da tarde em Cuiabá

Decreto do Governo de MT amparado pela Justiça manda supermercados fecharem as portas às 19h para conter avanço da pandemia, mas vem gerando mais aglomerações

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO



A decisão do governador Mauro Mendes (DEM) em fechar o comércio às 19h para combater a proliferação do vírus provocou efeito reverso.

Sem fiscalização do governo, prefeitura e dos próprios estabelecimentos, supermercados e atacadistas estão ficando lotados, principalmente, próximo ao horário de fechamento.

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A população não respeita, por exemplo, a determinação de que apenas um membro de família possa ir às compras. O reflexo disso são longas filas e aglomerações principalmente nos caixas.

Quem tenta se proteger usam as redes sociais para alertar que a medida não está sendo cumprida e defende que supermercados precisam ficar mais tempo com as portas abertas para que a população não saia correndo do trabalho direto às compras, pois, muitos só tem o horário noturno.

Quem fazia compras aos finais de semana, por exemplo, migrou para os dias uteis já que o decreto estadual determina o fechamento de todo o comércio a partir do meio-dia de sábado.

A Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat) tentou explicar isso à Justiça ao impetrar recurso contra o decreto do Governo do Estado, que determina que as atividades funcionem no período das 05 às 19h em Mato Grosso, pedindo ampliação do horário para o setor.

No recurso, associação afirma que supermercados são atividades essenciais.

No entanto, a desembargadora Maria Helena Bezerra Ramos, das Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo, decidiu negar o pedido.

“Atender à medida pleiteada seria o mesmo que o Judiciário exercer função de outro Poder, o que não lhe compete”, consta na decisão.

Agora, a Prefeitura de Cuiabá tenta derrubar as medidas no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Cármen Lúcia, relatora da ação, deve decidir ainda hoje sobre o pedido do prefeito Emanuel Pinheiro para que o comércio funcione das 8h às 18 de segunda a sábado e os serviços essências como supermercados, entre outros, voltem a fechar às portas às 21h na Capital.

As medidas sanitárias impostas pelo Governo do Estado devem vigorar até 17 de março, podendo ser prorrogadas conforme o avanço da covid-19.

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