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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
17 de Junho de 2026

07 de Junho de 2020, 07h:47 - A | A

GERAL / COT DO PARI

Governo não sabe o que fazer com obra depredada e gasta com segurança

Paralisadas desde dezembro de 2014, construção foi alvo de vândalos e criminosos e segue abandonada

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



Orçado em R$ 31,7 milhões, o Centro Oficial de Treinamento Rubens dos Santos, o COT do Pari, em Várzea Grande, segue sem previsão de ser concluído. O espaço, que serviria como campo de treinamento para os jogadores das seleções que disputaram partidas da Copa do Mundo em Cuiabá, em 2014, está com as obras paralisadas desde dezembro daquele ano e segue dando dor de cabeça para o governo.

Recentemente, o governador Mauro Mendes (DEM) disse que para conclusão do projeto seriam necessários mais R$ 30 milhões e, no entanto, precisava descobrir primeiro o que fazer com o local.

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Mendes ressaltou que não vê necessidade de mais um centro de treinamentos na baixada cuiabana.

“Para que vou construir dois COTs em Cuiabá? Isso foi uma enganação, porque fizeram a Copa aqui sem nenhum COT, para que eu vou terminar? Nós temos o Verdão, temos o Dutrinha, nos temos estádio na Várzea Grande para que vou construir mais dois estádios em Cuiabá? Nós temos que achar primeiro o que fazer naquele COT para Várzea Grande. Não vou terminar aquilo como COT, senão estaria jogando dinheiro. Precisaria gastar R$ 20 milhões, R$ 30 milhões para terminar aquilo e nós temos outras prioridades”, disse durante entrevista à rádio Mega FM.

“Eu tenho que aplicar bem o dinheiro público. Tenho prioridades, entre terminar o COT ou fazer HC e Hospital Júlio Müller, não tenha dúvida que vou priorizar os hospitais, a saúde, outros investimentos que são importantes para o Estado de Mato Grosso. O governo está atento a isso e pode ter certeza que vamos dar uma solução para isso assim como o VLT também que foi uma confusão gigante, foi um erro que fizeram. Aquela história, o que é mais fácil fazer uma casa nova ou reformar uma casa?“, questionou.

Despesas

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) disse que o estudo sobre a continuidade ou não das obras do COT ainda precisa ser apresentado ao governador. Ele definirá o que será feito. A pasta esclareceu que até o momento já foram executados 69% da obra, porém, muitas estruturas foram depredadas e roubadas.

A secretaria destacou que embora parada, a obra não gera despesa ao governo do Estado, no entanto, em abril, foi publicado um termo de referência para contratação de uma empresa para construção do muro em torno do espaço e para adequação elétrica.

O custo dos serviços está previsto em R$ 593,4 mil. Segundo a Sinfra, a contratação da empresa ainda está em processo licitatório.

Além disso, no ano passado foi aditivado o contrato com a empresa Pantanal Vigilância e Segurança Ltda para prestar serviços especializados de vigilância armada, durante 24 horas, na obra. O valor global do contrato é de R$ 414 mil e termina em julho.

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Antônio cuiabano 08/06/2020

Guarita com guarda simples assim

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