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16 de Dezembro de 2014, 11h:35 - A | A

GERAL / EBOLA EM MT

Governo compra 'maca bolha' para Hospital Metropolitano atender casos suspeitos

“Os profissionais de saúde têm sido frequentemente expostos ao vírus ao cuidar de pacientes com Ebola na África. O nosso compromisso é proteger a população e, acima de tudo, o profissional da Saúde", disse a diretora do Hospital, Marcia Regina Gomes Pere

DA REDAÇÃO



O Hospital Estadual Metropolitano de Várzea Grande capacita entre os dias 15 e 16 de dezembro profissionais da Saúde Pública no manuseio do equipamento maca bolha utilizado para o transporte de paciente suspeito da doença em ambulância e demais equipamentos de proteção pessoal, para casos de contaminação por ebola. O objetivo do treinamento e a utilização adequada de equipamentos de proteção por parte dos profissionais da saúde e adotar as precauções recomendadas.  

Os profissionais que passarão por capacitação são médicos, enfermeiros, profissionais do Serviço Móvel de Urgência Samu 192, da Vigilância em Saúde do Estado, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, e das secretarias municipais de Saúde de Cuiabá e Varzea Grande. O investimento é de R$ 456 mil, com leito hospitalar equipado com UTI e os equipamentos de proteção como a maca bolha, mascaras, avental, luvas e macacão.  Várzea Grande, por sediar o Aeroporto Marechal Rondon, poder ser porta de entrada do vírus em MT. 

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“Os profissionais de saúde têm sido frequentemente expostos ao vírus ao cuidar de pacientes com Ebola na África. Isso acontece quando eles não usam adequadamente equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, por exemplo, e até roupas de proteção. O nosso compromisso é proteger a população e acima de tudo o profissional da Saúde que cuida diretamente do paciente infectado ”, disse a diretora do Hospital Estadual Metropolitano, Marcia Regina Gomes Pereira. 

Segundo ainda a diretora, consta no plano de contingência que o serviço de saúde público ou privado que atender um caso suspeito de Ebola deverá notificar imediatamente as secretarias Municipal e Estadual de Saúde e acionar o Samu 192. Deve-se manter o paciente em isolamento. Em Mato Grosso o Samu 192 é quem fará o transporte de paciente suspeito da doença, com a maca bolha e encaminhará ao Hospital Estadual Metropolitano, até que seja possível a sua remoção para o hospital de referência nacional. O paciente fica em quarto privativo com banheiro, em isolamento, com equipamentos de suporte à vida-UTI.

Sintomas - O Ebola produz uma doença grave. O início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta são os sinais e sintomas típicos. Seguido por vômitos, diarreia, disfunção hepática, erupção cutânea, insuficiência renal e, em alguns casos, hemorragia tanto interna como externa. O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas, pode variar de um até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas. Eles não são contagiosos durante o período de incubação. A confirmação dos casos de Ebola é feita por exames laboratoriais específicos. 

Tratamento - Não há tratamento específico que cure o Ebola. Alguns tratamentos experimentais têm sido testados, mas ainda não estão disponíveis para uso geral. Os pacientes de Ebola requerem tratamento de suporte intensivo, realizado em hospitais de referência para tratamento de doenças infecciosas graves. Eles geralmente ficam desidratados e precisam de fluidos intravenosos ou de reidratação oral com soluções que contenham eletrólitos. Alguns pacientes podem se recuperar se receberem tratamento médico adequado. Para ajudar a controlar a propagação do vírus, as pessoas suspeitas ou confirmadas de ter a doença devem ser isoladas de outros pacientes e tratadas por profissionais de saúde usando equipamentos de proteção. 

Prevenção - Atualmente não há nenhuma vacina para a doença do vírus Ebola. Várias vacinas estão sendo testadas, mas nenhuma delas está disponível para uso clínico no momento. Nos países onde existe transmissão do Ebola, a melhor maneira de se prevenir é evitar contato com o sangue ou secreções de animais ou pessoas doentes ou com o corpo de pessoas falecidas em decorrência dessa doença, durante rituais de velório. 

secom

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