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Cuiabá, 31 de Agosto de 2025
31 de Agosto de 2025

19 de Setembro de 2021, 12h:00 - A | A

GERAL / EFEITO INFLAÇÃO

Cuiabano que ganha um salário tem que trabalhar 17 dias para comprar cesta básica

Inflação, medida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do mês de agosto foi a maior do período nos últimos 21 anos.

MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO



A cotação da cesta básica em Cuiabá, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia e Agropecuária (Imea), está em torno de R$ 613, 89, com essa informação é possível concluir que o trabalhador cuiabano, que ganha um salário mínimo para sustentar sua família, ou seja, R$ 1.100 por mês, precisa trabalhar aproximadamente 17 dias para conseguir comprar os itens básicos à alimentação.

Entre os alimentos considerados essenciais estão: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar e óleo.

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Os danos causados pela pandemia da covid-19 à economia mundial, já há quase dois anos, a crise política que se instalou no Brasil, crise hídrica e alta do dólar, contribuindo para a desvalorização do real, são os principais reflexos da alta de preços no mercado que têm assustado os cuiabanos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente e utilizado para medir a inflação e o poder de compra do cidadão, sofreu aumento de 0,87% no mês de agosto, valor bastante alto se comparado com o mesmo período do ano passado, quando registrou alta de 0,24%.

No ano, até o momento, a inflação cresceu 5,68% e no acumulado de 12 meses já são 9,68%. Os números seguem bem acima do previsto pelos economistas, que tinham a perspectiva do acumulado na casa dos 8,99%, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Fica mais fácil de entender toda essa ‘matemática’ na prática. Voltando à cesta básica e o aumento dos produtos que compõem o ‘kit’, considerados essenciais à alimentação, dá para entender o porquê da necessidade de ‘entregar’ mais da metade do mês trabalhado ao mercado.

Os principais responsáveis por essa ‘tragédia’ são: batata-inglesa, que teve aumento de 19,91% no último mês, café moído, 7,51%, frango em pedaços, 4,47%, frutas, 3,90% e carnes, que já estavam ‘supervalorizadas desde o final de 2020, aumentou mais 0,63%.

De modo geral, a inflação alimentar da família saltou de 0,78% para 1,73% de julho para agosto.

Uma família cuiabana, composta por quatro pessoas, que vivem com um salário mínimo, têm como sobra apenas R$ 486,11 para sanar todas as outras necessidades básicas, como energia elétrica, água, transporte, entre outros, que também estão inflacionados por impacto do IPCA, fazendo com que o nosso dinheiro passe a valer cada vez menos.

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