MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO
A cotação da cesta básica em Cuiabá, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia e Agropecuária (Imea), está em torno de R$ 613, 89, com essa informação é possível concluir que o trabalhador cuiabano, que ganha um salário mínimo para sustentar sua família, ou seja, R$ 1.100 por mês, precisa trabalhar aproximadamente 17 dias para conseguir comprar os itens básicos à alimentação.
Entre os alimentos considerados essenciais estão: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar e óleo.
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Os danos causados pela pandemia da covid-19 à economia mundial, já há quase dois anos, a crise política que se instalou no Brasil, crise hídrica e alta do dólar, contribuindo para a desvalorização do real, são os principais reflexos da alta de preços no mercado que têm assustado os cuiabanos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente e utilizado para medir a inflação e o poder de compra do cidadão, sofreu aumento de 0,87% no mês de agosto, valor bastante alto se comparado com o mesmo período do ano passado, quando registrou alta de 0,24%.
No ano, até o momento, a inflação cresceu 5,68% e no acumulado de 12 meses já são 9,68%. Os números seguem bem acima do previsto pelos economistas, que tinham a perspectiva do acumulado na casa dos 8,99%, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Fica mais fácil de entender toda essa ‘matemática’ na prática. Voltando à cesta básica e o aumento dos produtos que compõem o ‘kit’, considerados essenciais à alimentação, dá para entender o porquê da necessidade de ‘entregar’ mais da metade do mês trabalhado ao mercado.
Os principais responsáveis por essa ‘tragédia’ são: batata-inglesa, que teve aumento de 19,91% no último mês, café moído, 7,51%, frango em pedaços, 4,47%, frutas, 3,90% e carnes, que já estavam ‘supervalorizadas desde o final de 2020, aumentou mais 0,63%.
De modo geral, a inflação alimentar da família saltou de 0,78% para 1,73% de julho para agosto.
Uma família cuiabana, composta por quatro pessoas, que vivem com um salário mínimo, têm como sobra apenas R$ 486,11 para sanar todas as outras necessidades básicas, como energia elétrica, água, transporte, entre outros, que também estão inflacionados por impacto do IPCA, fazendo com que o nosso dinheiro passe a valer cada vez menos.