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02 de Abril de 2022, 19h:20 - A | A

GERAL / OPERAÇÃO SIMULACRUM

Comandante apoia soltura de PMs: 'Sempre defenderemos os nossos heróis'

Coronel Alexandre Mendes afirmou que a manutenção da segurança e da ordem pública demandam postura combativa.

JOÃO AGUIAR
DA REDAÇÃO



O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, se manifestou a favor da soltura dos 62 policiais militares que haviam sido presos durante a “Operação Simulacrum”, da Polícia Civil, acusados de simular confrontos para matar criminosos. O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Sebastião Barbosa Farias, concedeu liberdade aos militares neste sábado (02).

Em sua decisão, o desembargador afirmou que “prisões não podem ser utilizadas de forma desmedida e desproporcional; decorrente de testemunhos de pessoas ‘supostamente envolvidas’ e de laudos que podem ser contestados”.

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Por meio de nota, o novo comandante afirmou que a manutenção da segurança e da ordem pública demandam postura combativa. “Sempre enfrentaremos o crime e defenderemos os nossos heróis.”

Além disso, Coronel Mendes também afirmou que, após emissão do alvará de soltura, a corporação vai ajudar os militares do interior no deslocamento para suas residências.

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Alexandre Mendes também salientou que a corporação não concorda com desvios de conduta e não aceita que os direitos fundamentais, garantidos a qualquer cidadão, não alcancem os policiais militares. “Estamos muito além da pirotecnia com a certeza inefável de que o Poder Judiciário está atento e vigilante ao restabelecimento da Justiça”, termina.

Operação Simulacrum

A Operação Simulacrum foi deflagrada na quinta-feira (31) pela Polícia Civil e o Ministério Público Estadual. Ao todo, foram expedidos 81 mandados de prisão temporária contra policiais militares investigados por homicídios. Também foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares diversas.

Conforme o MPMT e a Polícia Civil, o grupo de militares é investigado pela morte de 24 pessoas, com evidentes características de execução, além da tentativa de homicídio de, pelo menos, outras quatro vítimas, sobreviventes.

De acordo com as investigações, os alvos eram atraídos para locais ermos, onde já se encontravam os policiais militares e eram sumariamente executados, sob o falso fundamento de um confronto.

Foi destacado pelas autoridades que a intenção do grupo criminoso era a de promover o nome dos policiais envolvidos e de seus respectivos batalhões.

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Junio 02/04/2022

Quero ver quando um desses PMs matar um filho de desembargador, quero ver se ele julga a soltura do PM.

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