Cuiabá, 25 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
25 de Setembro de 2026

25 de Maio de 2016, 21h:51 - A | A

GERAL / CONTRA "PRIVATIZAÇÃO"

Alunos ocupam terceira escola estadual em Várzea Grande; veja fotos

Estudantes do Ensino Médio da rede pública, os secundaristas, são contra o projeto de terceirização de serviços dentro do ambiente escolar.

Reprodução

Cerca de 50 estudantes ocuparam a escola no início da noite desta quarta-feira (25).

Cerca de 50 estudantes ocuparam a escola no início da noite desta quarta-feira (25).

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Estudantes secundaristas de Várzea Grande ocuparam, na noite desta quarta-feira (25), a Escola Estadual Marlene Marques de Barros, chegando a três escolas ocupadas somente nesta semana contra o projeto do governo estadual de instalar parcerias público-privadas nas escolas, o que levaria à terceirização de serviços, como de merendeiros, pessoal de limpeza e segurança. Estudantes temem que isso seja o início do fim da autonomia e democracia nas unidades escolares.

Os estudantes reivindicam ainda uma CPI na Educação para investigar o esquema de corrupção em obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), desmantelado pela operação Rêmora, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no início do mês.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Outra pauta é contra o que eles consideram “autoritarismo” do governador Pedro Taques (PSDB) ao implantar um modelo único de uniforme para todas as escolas estaduais. Eles querem que o uniforme volte ao que era antes, quando cada escola possuía sua própria vestimenta. “Garantindo uma identidade que seja própria de cada escola, a gente não quer uma identidade do governo”, explica o vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME), Gabriel Henrique Silva, 20.

Nesta semana, Pedro Taques avaliou as ocupações de escolas como retaliação política ao PSDB, uma vez que os estados onde ocorrem os movimentos são governados por políticos da legenda e os manifestantes têm relação com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que já se manifestou publicamente a favor da presidente Dilma Rousseff (PT). (leia mais sobre isso aqui)

O representante da AME nega o caráter partidário alegado pelo governador. “O movimento é apartidário, só que os estudantes têm lado e têm posicionamento. A gente é contra a privatização da Educação, a gente quer a CPI da Educação e o governo não fala nisso. O que acontece é que nos estados onde o PSDB tem governo, está acontecendo a precarização da Educação pública. Foi assim em São Paulo, em Goiás e no Paraná. Nós não temos nada contra o PSDB, mas se é o PSDB que cumpre com essa agenda neoliberal, nós temos que combater enquanto estudantes”, disse Gabriel Silva.

As ocupações estudantis em Várzea Grande têm contado com o apoio da comunidade escolar, composta por pais, professores e comunidade dos bairros, além de universitários e artistas, que visitam as escolas ocupadas e realizam atividades culturais e debates sobre temas de interesse da juventude.

O apoio mútuo entre professores e alunos fez com que os estudantes também incluíssem na pauta de reivindicação o pagamento do reajuste geral anual (RGA) dos servidores do Poder Executivo, principalmente dos profissionais da Educação. “A nossa pauta é pelo RGA também. Nós unificamos a luta com os professores e não vamos desocupar as escolas enquanto as pautas dos dois lados não forem atendidas”, disse o vice-presidente da AME ao .

Segundo Gabriel, ainda não houve negociação com o governo até o momento. “O governo mandou um representante no primeiro dia de ocupação, que foi o secretário da Casa Civil e o secretário da Setas, mas nós recusamos porque nós queremos o secretário de Educação, que é o que responde por essa pasta”, afirmou.  

Álbum de fotos

Reprodução

Reprodução

Comente esta notícia