DA REDAÇÃO
A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) rompeu o contrato mantido com a Orquestra do Estado de Mato Grosso. Os valores repassados à orquestra, em torno de R$ 1,6 milhão ao ano, foram questionados durante toda gestão Pedro Taques (PSDB) por destoarem daqueles investidos em outros grupos culturais. A SEC entendia a orquestra como um equipamento de cultura, similar ao Cine Teatro Cuiabá, tendo assinado o contrato em 08 de setembro de 2014.
O rompimento do contrato consta no Diário Oficial, que circulou na última terça-feira (13) e é assinado pelo secretário Gilberto Nasser e pelo presidente da associação, Paulo Cesar Santos Rühling.
Nasser assumiu a SEC em abril deste ano depois de uma rápida passagem do Kleber Lima pela pasta. Antes disso, o maestro Leandro Carvalho, fundador e principal regente da OEMT, foi secretário entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017.
O contrato polêmico
Em abril deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu a suspensão do contrato do Governo com a orquestra do Estado de Mato Grosso. O nome, aliás, que remete a algo público, não tem nada de público. A orquestra é privada e o maestro Leandro Carvalho, ex-secretário de Cultura de MT, é um dos diretores.
Enquanto secretário, Carvalho deixou a direção da orquestra, mas, segundo o MP, foi uma ação de fachada, para permitir os repasses do Estado.
O
denunciou o esquema antes de o secretário deixar a pasta. Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) mostram que o então secretário realizou os dois repasses nos dias 6 e 13 de dezembro passado poucos dias antes de deixar o comando da pasta, que comandou até o dia 22 de dezembro (veja aqui a denúncia).
















