DA REDAÇÃO
A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para que o terceiro colocado da eleição ao Senado de 2018, Carlos Fávaro (PSD), assuma a cadeira da senadora Selma Arruda (Podemos), em caso de vacância, tem gerado impasse.
A tese é defendida em uma reportagem publicada no site do jornal Folha de São Paulo, no sábado (8).
A senadora Selma Arruda teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em abril, por abuso de poder econômico e caixa dois. A decisão foi mantdida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No último dia 31, o presidente do STF atendeu ao pedido do governador Mauro Mendes (DEM) e do PSD para que o terceiro colocado assumisse a cadeira para que Mato Grosso não ficasse ‘sub-representado’ no Senado Federal, com apenas duas cadeiras.
A decisão tem gerado polêmica, principalmente entre os senadores aliados a Selma, como o líder do Podemos, Álvaro Dias.
"Nós acompanhamos os dois julgamentos no Tribunal Superior Eleitoral, e a convergência foi para a definição de que não cabe posse ao terceiro colocado, cabe a realização de eleições e não posse ao terceiro colocado. E mais: a legislação brasileira possibilita que o Estado fique sub-representado por até 15 meses. Então, fica sob suspeição a celeridade que quer imprimir nesse processo de linchamento da Senadora Selma. Por que? Porque ela prendeu poderosos no Estado do Mato Grosso: prendeu governador, prendeu secretários, prendeu parlamentares", disse durante a sessão na última semana.
















