SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO
Os 500 novos leitos clínicos, anunciados na tarde de quarta-feira (10), pelo governador Mauro Mendes (DEM), vão garantir mais estrutura aos municípios do interior, inclusive para a intubação de pacientes com covid-19, em enfermaria, por meio de suporte ventilatório não invasivo (VNI), até que ele possam ser transferidos para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
São leitos que serão ampliados em parceria com os municípios e de acordo com as condições de cada um deles, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Para esses leitos com VNI, com ventilação mecânica, por meio de máscaras de CPAP/ BiPAP, as unidades dos municípios precisam funcionar com UTIs habilitadas.
Os municípios que receberão esses leitos e a data de implantação deles ainda não foram divulgados.
O infectologista Luciano Corrêa, do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), Hospital Geral (HGU) e Hospital Santa Rosa, considerou a iniciativa do governador Mauro Mendes (DEM) muito coerente. "O sistema está tão colapsado que você não consegue transferir o paciente de um hospital para o outro de imediato", observou apontando que todas as enfermarias deveriam ter um respirador de retaguarda.
A ventilação não invasiva tem sido um suporte básico para os pacientes graves da covid em outros estados do país, conforme argumentou o governador. Um tipo de leito de estabilização, com respirador e toda estrutura, até que o paciente fique adequadamente estabilizado ao deslocamento necessário para a UTI referência.
As prefeituras poderão criar esse tipo de leito onde o Ministério da Saúde custeará a diária de R$ 300 de cada e o Governo de Mato Grosso mais R$ 300 e, ainda, o custo do faturamento do serviço que forem realizados na internação do paciente nesta modalidade, seja a aquisição dos medicamentos ou a contratação de profissionais para atuar nesses leitos.
O Governo do Estado vai liberar no início da próxima semana para os 141 municípios R$ 69,8 milhões de créditos de 2016, 2017 e 2018, que não foram repassados pelo governo da gestão passada e também adiantar R$ 6,2 milhões que seriam repassados no próximo mês de abril para que as prefeituras apliquem na atenção básica e primária.
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