MÁRCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) avalia, em entrevista ao Conexão Poder, como fundamentais as medidas impopulares do Governo Mauro Mendes (DEM) e aponta a necessidade de mais cortes para melhorar a prestação de serviços.
“São medidas necessárias, né. Eu podia ser simplista e dizer e o governo errou. O governo não errou. O governo eleito, o governo de plantão, tem a obrigação de manter o Estado capaz de servir à sociedade; e aí sim eu tenho críticas a fazer do nosso governo, do que ainda não conseguimos, que é a qualidade do gasto a qualidade dos serviços. Isso é um esforço que não é imediato, é um esforço curto e médio prazo e despesa tem que cortar todo dia”, declarou Pivetta.
Pivetta comenta no Conexão Poder sobre as mudanças tributárias e as críticas do setor comercial, que têm afetado a popularidade da gestão Mauro Mendes.
“Eu sou do setor empresarial e aumentou um pouquinho a carga tributária, sim. Mas não é nada disso que está se colocando aí. O maior impacto foi na isonomia, foi o fim dos privilégios, foi o fim dos incentivos fiscais para comércio primário. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. O Estado precisa praticar a isonomia. Nós temos que praticar a justiça fiscal. Isso foi doído e eu acredito que o governo paga um preço por isso”, pontuou Pivetta.
Ainda na entrevista, o vice-governador confirma que novos cortes devem ocorrer para ‘normalizar’ o Estado.
“É o Estado voltando ao normal, né. Nós precisamos voltar ao normal. Precisamos que o Estado tenha credibilidade e seja respeitado. Estava muito bagunçado mesmo”, concluiu.
















