ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Cuiabá, Guilherme Campomar da Rocha, apontou que criminosos estão utilizando as redes sociais para comunicação acreditando que são irrastreáveis.
"As redes sociais permitem que eles juntem os esforços em grupos de WhatsApp, permitem que eles falem com pessoas de outros municípios. Então, a internet hoje não é usada só por determinado tipo de crime, por determinado tipo de gente, todo mundo usa, população de bem, criminosos de facções", alertou.
Guilherme destacou que o crime organizado está operando na internet, sendo, portanto, rastreável, embora muitos criminosos acreditem que naquele ambiente virtual possa existir anonimato.
"A internet passa uma sensação de que você é anônimo, que você é irrastreável. Muito pelo contrário: tudo que você faz na internet fica registrado em algum lugar e é o caminho pelo qual a polícia usa para identificar essas pessoas", observou.
O delegado acrescentou que os crimes patrimoniais na internet se intensificaram após a pandemia do Covid.
"Durante a pandemia, todo mundo foi trabalhar em home office, inclusive o criminoso. Ele foi para frente do computador, do celular, para aplicar golpes. Tanto que se a gente observar algumas estatísticas, houve um acréscimo gigantesco, exponencial, dessa prática criminosa", pontuou.
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