VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O desembargador plantonista Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspendeu, hoje (14), o mandado de prisão contra Elenice Ballarotti Laurindo, apontada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) como uma das supostas mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023, em Cuiabá.
A detenção preventiva havia sido decretada na última sexta-feira (13) pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia do Ministério Público. Na ocasião, a magistrada apontou indícios de que Elenice teria participado da contratação e do pagamento da organização criminosa acusada de executar Roberto Zampieri.
Na determinação, o desembargador concedeu um habeas corpus de forma liminar à defesa e suspendeu a ordem de prisão até que o caso seja analisado de forma definitiva pelo TJMT, por entender que não há, neste momento, elementos suficientes que justifiquem a prisão preventiva.
Na decisão, ele destacou que Elenice respondeu às investigações em liberdade e não há registros de tentativa de fuga, ameaça a testemunhas ou interferência na apuração dos fatos.
Também ressaltou que não identificou indícios recentes de que ela possa atrapalhar o andamento do processo ou voltar a cometer crimes.
Outro ponto considerado foi o fato de Elenice não ter sido indiciada pela Polícia Civil durante as investigações. Conforme o relatório final, não foram encontrados elementos suficientes para responsabilizá-la diretamente, sendo atribuído ao marido, Aníbal Manoel Laurindo, o controle das movimentações financeiras e dos telefones investigados.
A defesa também argumentou que, em maio de 2025, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de outros investigados no caso, mas não incluiu Elenice entre os alvos da medida.
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