RepórterMT/Karine Arruda

Max ressaltou que a discussão ficou restrita aos bastidores e não houve qualquer comunicação formal à Assembleia
MÁRCIA MATOS
VINÍCIUS ANTÔNIO
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), revelou que quatro parlamentares o procuraram interessados na possível abertura de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), atualmente ocupada pelo conselheiro Waldir Teis. Segundo ele, as conversas envolveram Eduardo Botelho (MDB), Júlio Campos (União), Carlos Avalone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (União).
A movimentação, porém, recebeu um balde de água fria do próprio conselheiro. Durante a sessão de terça-feira (13), Teis descartou a aposentadoria e afirmou que pretende continuar trabalhando na Corte. “Eu não vou me aposentar, vou continuar”, declarou, conforme publicado pelo RepórterMT.
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“Eu fui procurado por alguns deputados. O Júlio Campos me procurou, o Botelho me procurou, Avalone, Dilmar Dal Bosco. Alguns deputados procuraram, que ouviram essa conversa e tinham interesse nessa participação”, afirmou Max, ao ser questionado sobre as articulações.
Entre os nomes citados, Botelho e Júlio Campos não conseguiram se reeleger nas eleições deste ano. Já Avalone e Dilmar garantiram novos mandatos na Assembleia.
Apesar da procura, Max ressaltou que a discussão ficou restrita aos bastidores e não houve qualquer comunicação formal à Assembleia sobre a abertura da vaga.
“Particularmente, dentro da Assembleia, não chegou nenhum documento, não chegou nada. Então ficou só nessa conversa de bastidores, mas não chegou a se efetivar”, explicou.
Segundo o presidente, uma eventual sucessão de Teis passaria pela escolha dos deputados estaduais. Max lembrou que o assunto seria discutido pelo Parlamento, como ocorreu na indicação do ex-deputado e atual conselheiro Guilherme Maluf.
Sobre a decisão de Teis de permanecer no cargo, Russi afirmou que cabe exclusivamente ao conselheiro definir quando encerrar sua atuação no tribunal.
“É ele que define, ele que decide, ele que assina”, disse. O deputado acrescentou que a possibilidade de aposentadoria já havia sido comentada em outras ocasiões e ponderou que deixar uma carreira é uma decisão difícil.
Ao esclarecer os rumores na sessão do TCE, Teis reconheceu que chegou a pensar no assunto e recebeu sugestões para se aposentar, mas decidiu permanecer por entender que ainda pode contribuir com o tribunal. Ao encerrar a manifestação, reforçou que “não tem aposentadoria à vista”.
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