DO REPÓRTERMT
O governo federal vai discutir um novo aumento na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. A proposta, anunciada nesta segunda-feira (9) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prevê elevar o percentual atual de 30% para 32% e deverá ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nos próximos 15 dias.
A medida atende a uma reivindicação do setor sucroenergético, que defende uma maior participação do etanol na matriz de combustíveis do país. Segundo representantes da indústria, a ampliação da mistura fortalece a produção nacional, reduz a dependência de derivados de petróleo e amplia o mercado para os biocombustíveis brasileiros.
Caso seja aprovada, a mudança aumentará a demanda por etanol anidro, combustível produzido a partir da cana-de-açúcar e considerado uma fonte renovável de energia. O governo também sustenta que a medida está alinhada às metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e à estratégia de ampliar a participação de combustíveis menos poluentes na matriz energética nacional.
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A proposta, porém, reacende um debate que já ocorreu recentemente. Em agosto de 2025, o governo elevou a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27,5% para 30%. Na ocasião, a medida também foi apresentada como uma forma de fortalecer o setor de biocombustíveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e contribuir para a estabilidade dos preços.
Na prática, entretanto, os consumidores não perceberam uma redução significativa no valor da gasolina nas bombas após a mudança. Os preços continuaram sendo influenciados por fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar, a carga tributária e os custos de distribuição e revenda.
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Além da questão dos preços, o aumento da participação do etanol na gasolina também tem impacto no rendimento dos veículos. Isso porque o etanol possui menor poder energético que a gasolina, o que faz com que os motores precisem consumir uma quantidade maior de combustível para percorrer a mesma distância. Na prática, quanto maior a proporção de etanol na mistura, menor tende a ser a autonomia dos veículos abastecidos com gasolina comum.
Especialistas apontam que a diferença não costuma ser drástica, mas pode ser percebida por motoristas que monitoram regularmente o consumo ou realizam viagens frequentes. Com a elevação da mistura de 27,5% para 30% em 2025 e a proposta de avanço para 32% agora em discussão, a expectativa é de uma nova redução, ainda que pequena, na quilometragem percorrida por litro de combustível.
Agora, menos de um ano depois da última alteração, o governo pretende elevar novamente o percentual, desta vez para 32%. Se a proposta for aprovada pelo CNPE, o Brasil passará a ter uma das maiores porcentagens de etanol na gasolina entre os grandes mercados consumidores do mundo.















Alfredo Carvalho 09/06/2026
Cara daqui a pouco nossos carros não funcionam mais. Estabeleça um preço adequado e justo para o etanol e todo proprietário de carro fex vai usar esse combustível, e deixe a gasolina mais pura para os veículos que não são flex .certamente teremos sustentabilidade para o setor sucroalcoleiro.
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