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05 de Outubro de 2026, 09h:22 - A | A

POLÍTICA / RECADO DAS URNAS

Defensores de impeachment no STF serão maioria no Senado em 2027; Mauro e Medeiros apoiam

Levantamento aponta ao menos 49 parlamentares favoráveis à medida; eleitos por MT defendem responsabilização

Reprodução/ Montagem

Nova composição do Senado terá ao menos 49 parlamentares favoráveis a impeachment de ministros do STF.

Nova composição do Senado terá ao menos 49 parlamentares favoráveis a impeachment de ministros do STF.

DO REPÓRTERMT



Os defensores do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) serão maioria no Senado a partir de 2027. Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, pelo menos 49 dos 81 parlamentares da próxima composição já se manifestaram favoravelmente à medida, ainda que com ressalvas. A conta reúne 35 eleitos neste domingo (4) e 14 senadores que continuarão no mandato.

Em Mato Grosso, os três integrantes da futura bancada têm manifestações públicas de apoio à possibilidade de impeachment. Entre eles estão os recém-eleitos Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL), que assumirão suas cadeiras em fevereiro de 2027.

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Durante a campanha, Mauro cobrou uma atuação mais firme do Senado diante dos conflitos envolvendo o Supremo. O ex-governador defendeu que os integrantes da Corte também estejam sujeitos ao afastamento, assim como outras autoridades, quando houver comprovação de irregularidades.

Ao explicar sua posição, Mauro ressaltou que a medida deve ocorrer “existindo ali a culpabilidade comprovada e um processo que garanta a ampla defesa”.

Medeiros também aparece entre os favoráveis ao impeachment, o deputado federal tem concentrado críticas no ministro Alexandre de Moraes, a quem acusa de desrespeitar direitos e garantias constitucionais.

Mauro conquistou a primeira vaga de Mato Grosso no Senado com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21% dos válidos. Medeiros ficou com a segunda cadeira, ao receber 977.777 votos, ou 27,35%. Os dois tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 para mandatos de oito anos.

Embora os defensores da medida superem a metade das cadeiras, o grupo identificado pelo levantamento ainda fica cinco abaixo do mínimo necessário para uma condenação. A Constituição exige o apoio de dois terços do Senado, equivalente a 54 votos, para determinar a perda do cargo de um ministro do STF por crime de responsabilidade.

O levantamento registra posições públicas e inclui apoios condicionados à análise de cada caso.

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