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24 de Novembro de 2013, 15h:30 - A | A

POLÍTICA / CPI DA CAB

Comissão recebe documentos do Procon com mais de 2 mil reclamações

A comissão foi instaurada em outubro, e tem pouco mais de 80 dias para concluir as investigações

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores, para investigar o contrato da Prefeitura com a CAB Cuiabá, que gere o sistema de água e esgoto da Capital, continua reunindo documentos para dar sequência aos trabalhos. A Comissão já recebeu do Procon Estadual um dossiê que reúne 2.124 reclamações da população contra empresa.

A CPI, presidida pelo vereador Renivaldo Nascimento (PDT), visa investigar os serviços prestados pela CAB, mas conforme já declarou o parlamentar, as investigações devem atingir a Agência Municipal de Regulação dos Serviços de Água e Esgotamento Sanitário (Amaes) e a Prefeitura Municipal, já que o Executivo possui responsabilidades no contrato, assinado na gestão do ex-prefeito Chico Galinho (PTB).

O contrato foi firmado depois de muita polêmica e até confrontos com bombas de efeito moral e balas de borracha, entre PMs e manifestantes, a maioria funcionários da Sanecap. Eles chegaram a invadir o plenário da Câmara, na época presidida por Júlio Pinheiro (PSD).

Pelo contrato, a CAB tem prazo de três anos para universalizar o fornecimento de água e 10 anos para universalizar a rede de esgoto. A empresa começou a executar os serviços na Capital em 2012. Desde então, as reclamações sobre os serviços básicos só têm aumentado.

Renivaldo ressalta que a principal preocupação é com relação ao saneamento básico, pois há muito tempo Cuiabá não recebe serviço para regularizar a coleta e tratamento. “Cuiabá já começou a ficar uma cidade podre. Essas inúmeras fossas que têm espalhadas pela cidade, com certeza, num curto espaço de tempo, vão começar de novo a transbordar. Mais um ano e o cuiabano irá sofrer com esse mau cheiro e essa situação de esgoto nas ruas. Nós temos que realmente buscar uma solução para dar um basta nisso”, ressalta o vereador.

A comissão foi instaurada em outubro, e tem pouco mais de 80 dias para concluir as investigações e estabelecer encaminhamentos a partir de um relatório final.

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