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05 de Outubro de 2026

16 de Março de 2026, 13h:51 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO DATAR

STJ rejeita habeas corpus e mantém preso DJ investigado por lavar R$ 185 milhões do tráfico

Patrike Noro de Castro tentou estender decisão que beneficiou corréu, mas ministro do STJ entendeu que pedido ainda deve ser analisado pelo TJMT

Reprodução

o DJ Patrike Noro de Castro, investigado na Operação Datar

o DJ Patrike Noro de Castro, investigado na Operação Datar

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu não conhecer o habeas corpus apresentado pela defesa do DJ Patrike Noro de Castro, investigado na Operação Datar, da Polícia Civil. Com a decisão, a prisão preventiva do acusado permanece mantida.

Patrike foi preso em agosto de 2025 no âmbito da operação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. As investigações apontam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 185 milhões provenientes da atividade criminosa.

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No pedido ao STJ, a defesa alegou quebra de isonomia processual, argumentando que um dos corréus, Diego de Lima Datto, teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares. Outro investigado, Jackson Luiz Caye, também já havia obtido a revogação da custódia cautelar.

Ao analisar o caso, o ministro destacou que o pedido de extensão da decisão favorável ao corréu não foi examinado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo ele, analisar a questão diretamente no STJ configuraria supressão de instância, o que não é permitido.

Com isso, o magistrado decidiu não conhecer o habeas corpus. A defesa poderá apresentar o pedido de extensão primeiro ao TJMT para que a questão seja analisada pela instância competente.

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Durante as diligências da investigação, a polícia apreendeu cerca de R$ 60 mil em dinheiro, oito veículos, sendo quatro de luxo — entre eles uma Mercedes-Benz e uma Land Rover — além de sete armas de fogo.

Patrike e Diego já haviam sido presos em 2019 por vender drogas sintéticas em festas onde se apresentavam como DJs, inclusive na modalidade “delivery”. Com os novos desdobramentos da investigação, a polícia passou a focar também no setor financeiro da organização criminosa.

Operação Datar

A Operação Datar foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular um esquema criminoso voltado à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A investigação, conduzida pela Denarc, identificou movimentações financeiras que ultrapassam R$ 185 milhões ligadas ao grupo investigado.

Durante a operação, foram cumpridas 67 ordens judiciais, entre elas sete mandados de prisão preventiva, 11 medidas cautelares diversas da prisão, 14 mandados de busca e apreensão, 19 bloqueios de contas bancárias e o sequestro de 16 veículos. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo).

As investigações apontaram que integrantes da organização criminosa, incluindo familiares dos investigados, movimentavam grandes quantias em contas pessoais e empresariais sem comprovação de origem lícita. Parte dos valores era fracionada e transferida entre diferentes contas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

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