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04 de Dezembro de 2024, 08h:25 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO RUSTIUS

PF investiga esquema de caixa 2 na campanha de prefeito eleito de Sorriso

Até o momento, foram apreendidos R$ 115 mil durante o cumprimento das ordens judiciais.

PF/Reprodução

A investigação apura a prática do crime de “Caixa 2” de campanha eleitoral de Alei.

A investigação apura a prática do crime de “Caixa 2” de campanha eleitoral de Alei.

DO REPÓRTERMT



A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4), em Cuiabá e Sorriso, a Operação Rustius, com o objetivo de investigar a arrecadação de verbas irregulares na campanha eleitoral do então candidato Alei Fernandes (União), nas eleições municipais de Sorriso. Alei foi eleito 51,3% dos votos.

Policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar pessoal, que inclui a entrega do passaporte do investigado, a proibição de sair da cidade e o impedimento de contato com outros envolvidos na investigação.

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Até o momento, conforme a assessoria da PF, foram apreendidos R$ 115 mil durante o cumprimento das ordens judiciais.

As ordens foram emitidas pelo Juiz Eleitoral de Garantias do Núcleo I – TRE/MT e visam coletar evidências adicionais para elucidar os fatos.

A investigação apura a prática do crime de “Caixa 2” de campanha eleitoral, dentre outros relacionados, diante da apreensão de R$ 300 mil em espécie dias antes das eleições municipais. O valor foi encontrado com um dos principais apoiadores da campanha eleitoral de Alei. 

Em outubro, o RepórterMT noticiou a prisão do empresário Nei Franco pela Polícia Rodoviária Federal após ele ser encontrado com R$ 300 mil em espécie, dentro de uma mala. No carro em que o empresário estava, havia propagandas do candidato a prefeito de Sorriso.

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Os elementos de informação colhidos no inquérito policial indicam que o valor seria destinado ilicitamente à campanha eleitoral. Além desse valor, há indícios de que várias transações financeiras, relacionadas a essa mesma campanha, realizadas por empresários locais, foram realizadas de forma ilegal (com a participação de pessoas jurídicas, por meio de “laranjas” e com dinheiro não contabilizado na prestação de contas).

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