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09 de Outubro de 2026

19 de Maio de 2026, 14h:22 - A | A

POLÍCIA / FRAUDE E PROPINA

Operação que derrubou prefeito em Santa Catarina cumpre mandados em MT

Ação conjunta apura fraude e pagamento de propina de 3% em contratos públicos. Prefeito de Balneário Piçarras foi preso preventivamente

Reprodução

Prefeito Tiago Maciel Baltt foi preso em operação que atingiu a cidade de Colíder

Prefeito Tiago Maciel Baltt foi preso em operação que atingiu a cidade de Colíder

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop cumpriu hoje (19) um mandado de busca e apreensão no município de Colíder (a 633 km de Cuiabá). A ordem judicial, expedida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), faz parte da Operação "Regalo", que investiga um esquema de organização criminosa, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em contratos públicos de municípios catarinenses. Durante as buscas no interior de Mato Grosso, foram apreendidos quatro aparelhos celulares e seis HDs.

A operação, deflagrada em conjunto com o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), teve como principal desdobramento a prisão preventiva do prefeito de Balneário Piçarras (SC), Tiago Maciel Baltt (MDB). As investigações apontam que a organização criminosa era estruturada em dois núcleos: um político-administrativo e outro empresarial. O braço empresarial estendia-se até Mato Grosso, razão pela qual o município de Colíder virou alvo da coleta de provas.

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De acordo com o Ministério Público, o grupo operava mediante o pagamento de propina correspondente a 3% do valor de contratos públicos vinculados à prefeitura de Balneário Piçarras, principalmente em contratos de prestação de serviços de obras e urbanização da Orla Norte daquela cidade. O esquema também envolveu contratos com valores variados no município de São João Batista (SC), onde um ex-prefeito foi alvo de buscas.

Ao todo, a força-tarefa cumpre seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos nos dois estados. Em Mato Grosso, a ação contou com o apoio operacional do Gaeco local e da Polícia Militar (PM), por meio do 9º Comando Regional de Alta Floresta. Todo o material tecnológico apreendido em Colíder será submetido à análise pela perícia técnica de Santa Catarina.

Até o momento, os nomes das pessoas físicas ou das empresas que foram alvo do mandado de busca e apreensão em Colíder não foram divulgados oficialmente pelas autoridades.

Tanto o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) quanto o Gaeco de Mato Grosso mantêm esses nomes sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações e a análise dos materiais periciados.

O que os órgãos oficiais confirmaram é a identidade dos alvos políticos em Santa Catarina (como a prisão preventiva do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Maciel Baltt) e o fato de que os mandados em Colíder foram direcionados a endereços ligados ao núcleo empresarial suspeito de participar do esquema de fraudes e pagamento de propina.

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