Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

26 de Fevereiro de 2026, 15h:10 - A | A

POLÍCIA / CASO MAGID LÁUAR

Mais duas pessoas denunciam desembargador por abuso sexual

O magistrado ficou em evidência porque foi o relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos, que vivia como marido de uma menina de 12 anos.

Juarez Rodrigues/TJMG

O magistrado ainda não se manifestou sobre a acusação.

O magistrado ainda não se manifestou sobre a acusação.

ELANILZA CARNEIRO
METRÓPOLES



Belo Horizonte – Mais duas pessoas prestaram depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (26/2), na investigação que apura denúncias contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), elevando para quatro o número de possíveis vítimas que afirmam ter sofrido abuso pelo magistrado.

Na quarta-feira (25/2), Saulo Láuar, primo de terceiro grau do magistrado, se manifestou nas redes sociais e fez um desabafo sobre a tentativa de abuso que ele sofreu quando tinha 14 anos. O abuso só não ocorreu porque o menino teria fugido. Logo após a tentativa, o magistrado teria ligado para ele e pedido para que “ficasse em silêncio e não comentasse sobre o ocorrido”. Magid teria pedido desculpas.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

O magistrado ainda não se manifestou sobre a acusação.

Caso fique comprovada a culpa do magistrado, ele pode ser aposentado compulsoriamente com vencimentos proporcionais, penalização máxima para juízes no âmbito administrativo.

Resumo do caso

Magid Nauef Láuar ficou em evidência porque foi o relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos, que vivia como marido de uma menina de 12 anos, com o consentimento da mãe dela. Para o relator havia “vínculo afetivo consensual”.

No julgamento original, o desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo acompanhou a relatoria e formou maioria na 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) pela absolvição. A desembargadora Kárin Emmerich votou de forma divergente.

Após grande repercussão da decisão, o desembargador voltou atrás da decisão de maneira monocrática e condenou o homem de 35 anos e a mãe da menina.

O TJMG informou que Magid Láuar não irá se manifestar sobre as acusações e que foi aberto um procedimento administrativo para apurar os fatos. Caso as denúncias sejam confirmadas, o magistrado poderá sofrer as penalidades previstas em lei. O andamento da apuração segue sob responsabilidade dos órgãos competentes.

Comente esta notícia