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Domingo, 30 de Outubro de 2011, 19h:27 - A | A

CASO ADRIANO

Justiça nega habeas corpus a vigilante que continua foragido

O suspeito é considerado foragido desde o início de agosto pela polícia; os policiais acreditam que esteja sob guarda de familiares

MAYARA MICHELS

A Justiça negou a liberdade ao vigilante da Brinks, Alexsandro Abílio de Farias, 23 anos, que matou a tiros o empresário Adriano Maryssael, 73 anos. O empresário foi morto dentro da agência do Banco Itaú, na Avenida Carmindo de Campos, no mês de junho. Considerado foragido desde o início de agosto pela polícia, o advogado impetrou um pedido de liberdade ao Judiciário. A liberdade foi negada nesta semana e as buscas continuam pelo suspeito.

Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Antônio Garcia, o rapaz não é localizado nos endereços deixados por ele durante o dia em que se apresentou espontaneamente. “Sem sombra de dúvidas, como ele é de uma família simples, deve estar escondido em alguma chácara ou sítio. E tem resistência para permanecer por muito mais tempo nesses lugares”, disse Garcia.

O advogado de defesa de Alexsandro Janone Pereira, disse ao RepórterMT, que seu cliente está em tratamento psicológico e não tem condições de se apresentar, já que o estado não tem capacidade de oferecer o tratamento. Segundo ele, no momento certo o seu cliente irá se apresentar.

Alexsandro matou o empresário com três tiros, um deles no rosto no dia 21 de junho. Após o crime, roubou uma motocicleta e fugiu do local. Adriano era empresário do ramo da gastronomia, proprietário do restaurante que leva seu nome. Alexsandro se escondeu por uma semana e se apresentou com o advogado Janone Pereira, para prestar depoimento, no dia 28.

Na oitiva o vigia alegou que fora humilhado por Adriano diversas vezes e que, na última vez, perdeu a cabeça. Por ter se livrado do flagrante, o assassino foi solto para responder em liberdade.

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